Alerta! Pai encontra filha em grupo que incentiva automutilação de adolescentes
Pai faz relato profundo após descobrir que filha partipava de um grupo online de automutilação e revela atual estado da menina; confira!
Alerta de gatilho: este texto contém informações sensíveis relacionadas a problemas de saúde mental e suicídio. Caso esteja procurando ajuda, ligue para o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188.
O relato de um pai chamou atenção nas redes sociais nesta semana e levantou debates sobre a importância da saúde mental, especialmente entre adolescentes. Trata-se de um homem que descobriu que sua filha participava de um grupo online de automutilação. A descoberta aconteceu após ele assistir uma reportagem exibida pelo Fantástico em 2023.
"'O dia que eu descobri mesmo e que mudou a nossa vida foi quando ela se cortou. 'Me ajuda, me interna, que eu estou surtada'. Quando ela me falou isso, eu imediatamente a levei para o hospital", contou o pai ao g1. "Enquanto ela era atendida, peguei o celular dela e fui olhar mais profundamente", acrescentou.
Foi nesse momento que uma palavra inusitada despertou a atenção de Paulo - um pseudônimo que ele adotou para si: "Lulz". De início, ele imaginou que fosse apenas um erro de digitação sem importância. No entanto, a expressão voltou a aparecer e, dessa vez, ele decidiu investigar.
Durante a busca, Paulo acabou se deparando com a matéria da Globo. que jogava luz sobre uma realidade perturbadora da web: comunidades em plataformas como o Discord, onde jovens são expostos a conteúdos que promovem a automutilação e comportamentos autodestrutivos, muitas vezes sob o disfarce de humor ou ironia.
"E nesse momento em que ela estava lá sendo atendida, eu peguei o celular dela e fui olhar mais profundamente. E apareceu uma palavra chamada Lulz. L-U-L-Z. Eu achei primeiro que era um erro de digitação, que ela tava escrevendo 'luz'. Mas mais na frente, novamente, essa palavra aparece. Lulz. Eu aí digitei e aí caí numa reportagem do Fantástico de 2023 que mostrava toda essa parte sombria da internet. Do Discord. Eu assisti a ela no estacionamento, superchocado pelo que minha filha tinha acabado de passar, eu descobri exatamente o que estava acontecendo com ela", explicou.
O pai confessa ter se sentido culpado em ver a filha nesse estado. "Eu me culpo por ter dado o celular cedo demais, por não ter monitorado, por não saber o que eu não sabia. Mas não adianta só se sentir culpado. É preciso reagir e tentar ajudar e nisso, eu acho que estou conseguindo", declarou.
Atualmente, sua filha está de volta ao lar, matriculada na escola e em acompanhamento com especialistas na área de saúde mental. A vivência intensa e dolorosa mudou profundamente a maneira como ele compreende o papel da tecnologia na vida das crianças e o vínculo entre pais e filhos.
"Esse pudor que eu tinha de pegar o celular dela e vasculhar foi um dos meus grandes erros. É pai e filha. Não tem que ter pudor. O pai tem que ter a senha. Tem que saber no que o filho está metido", destacou.