Oliver Blume, CEO da Volkswagen: "A situação é extremamente crítica; nossas margens são insuficientes"
Situação está muito tensa na Volkswagen, que anunciou em junho um plano para demitir 100 mil funcionários a fim de salvar fábricas Empresa está buscando alternativas para evitar fechamento de fábricas e já considera medidas de defesa
A Volkswagen vive um momento crítico com custos insustentáveis e margens abaixo de 4%, consideradas insuficientes pelo CEO Oliver Blume para viabilizar investimentos futuros. A montadora lida com custos fixos 30% superiores aos da concorrência, avanço dos rivais chineses na Europa, impacto de tarifas americanas e sobreprodução de veículos. Para tentar conter a crise financeira histórica e evitar o fechamento de fábricas, a empresa avalia cortes que podem atingir dezenas de milhares de vagas.
A situação está bastante tensa na Volkswagen. Embora a empresa tenha anunciado em junho um plano para demitir até 100 mil funcionários na tentativa de salvar diversas fábricas, agora o próprio CEO, Oliver Blume, sugere em uma mensagem interna obtida pela Reuters que a estrutura de custos continua insustentável para a montadora, dando o tom para o que promete ser um setembro crítico para a empresa.
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A Volkswagen enfrenta um dos momentos mais difíceis de sua história. Segundo a Reuters, os ingredientes da onda de más notícias para a montadora incluem margens de lucro cada vez menores, forte concorrência de fabricantes chineses que conquistam a Europa, tarifas americanas impactando negativamente os resultados e, para piorar a situação, o grupo está produzindo centenas de milhares de carros a mais do que o mercado europeu realmente precisa.
"A situação é mais do que crítica", explicou Blume em um comunicado interno da empresa, acrescentando que margens abaixo de 4% "não são de forma alguma suficientes para gerar receita suficiente a longo prazo".
Em detalhes
De acordo com Blume, os custos fixos da Volkswagen são mais de 30% maiores do que os de seus concorrentes no mesmo nível. Além disso, embora as margens atuais, em torno de 4%, possam parecer aceitáveis pelos padrões atuais, Blume afirma que elas estão muito aquém do necessário para continuar investindo em novas tecnologias, novos modelos e fábricas existentes. É por isso que o número de 50 mil cortes de empregos ...
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