Omoda E5 muda de cara, fica R$ 50 mil mais barato e terá alcance de até 430 km
SUV elétrico estreia ainda em 2026 com duas opções de bateria, motor de 210 cv e mais tecnologia para enfrentar GWM Ora 5 e BYD Yuan Pro
O renovado Omoda E5 chegará ao Brasil no fim de 2026 com novo visual, motor de 210 cv e preço até R$ 50 mil menor. A linha terá duas versões: a de entrada Elite e a topo de linha Prestige, que promete até 430 km de autonomia no ciclo WLTP. O SUV médio trará cabine reformulada com multimídia de 15,6 polegadas, pacote avançado de assistências à condução (ADAS 2.5) e itens de conveniência como bancos ventilados, buscando ampliar sua competitividade no mercado nacional de elétricos.
A Omoda vai reformular sua estratégia no segmento de carros elétricos. Apresentado no Festival Interlagos, o renovado E5 chega às concessionárias brasileiras no último trimestre de 2026 com visual inédito, duas versões e a promessa de um preço de entrada bem inferior ao cobrado atualmente.
A gama será dividida entre as configurações Elite e Prestige. A primeira terá bateria de 50,6 kWh e assumirá o papel de opção mais acessível. Já a segunda, cuja ficha técnica foi exibida durante o evento, usará um conjunto de 60,9 kWh e poderá percorrer até 430 km por carga no padrão WLTP.
Esse alcance ainda não representa o resultado brasileiro. Antes de chegar às lojas, o E5 precisará passar pela homologação do Inmetro, cujo método costuma indicar distâncias menores que as obtidas no ciclo europeu.
Elétrico terá motor mais potente
Independentemente da versão, o E5 será equipado com um motor elétrico instalado no eixo dianteiro. A potência aumentou de 204 cv para 210 cv, enquanto a tração permanece dianteira. Dados de torque, aceleração e velocidade máxima ainda não aparecem na ficha divulgada pela marca.
No modelo atualmente comercializado no Brasil, o propulsor entrega 34,7 kgfm e leva o SUV de zero a 100 km/h em 7,6 segundos. A bateria de 61,1 kWh garante autonomia de 345 km pelo Inmetro.
Mais do que uma simples troca de para-choques, a atualização altera a identidade visual do carro. A dianteira ficou mais lisa e perdeu a aparência do Omoda 5 híbrido, com o qual o elétrico compartilhava boa parte do desenho. As luzes diurnas agora formam peças estreitas próximas ao capô, enquanto os faróis principais foram deslocados para as extremidades inferiores.
O perfil ainda preserva o teto baixo na parte traseira, mas apresenta linhas menos marcadas. Na versão Prestige, o pacote externo inclui rodas de liga leve de 18 polegadas, iluminação integralmente de LED, teto solar com acionamento elétrico, aerofólio traseiro e antena do tipo barbatana.
A ficha exposta no evento informa 4,54 metros de comprimento, 1,83 m de largura, 1,65 m de altura e 2,63 m de distância entre os eixos. Com essas medidas, o modelo se aproxima de SUVs médios no comprimento, embora mantenha um entre-eixos semelhante ao de utilitários compactos.
Multimídia cresce e câmbio vai para a coluna
Por dentro, o E5 passa a seguir a configuração adotada nos lançamentos mais recentes da marca. A central multimídia cresce para 15,6 polegadas e deixa de formar um único conjunto horizontal com o painel de instrumentos, que agora tem uma tela independente de 8,8 polegadas.
A retirada do seletor de marchas do console central também muda a organização da cabine. O comando foi instalado na coluna de direção, abrindo espaço para porta-objetos entre os bancos dianteiros.
Na versão Prestige, a lista prevê Apple CarPlay e Android Auto sem fio, carregador de celular por indução, comandos de voz e iluminação ambiente configurável. Ar-condicionado digital de duas zonas, saídas de ventilação traseiras, acesso sem chave e partida sem botão completam o pacote de conveniência.
O acabamento inclui material macio nas portas e revestimento sintético nos bancos e no volante. Os dois assentos dianteiros terão ventilação, recurso ainda pouco comum entre elétricos posicionados perto dos R$ 150 mil.
Na segurança, o SUV contará com câmera de visão em 540 graus, monitoramento da pressão dos pneus, freio de estacionamento eletrônico e assistentes de partida em rampa e controle de descida. A marca também confirma um pacote ADAS 2.5, mas ainda não detalhou todos os sistemas que estarão disponíveis em cada versão.
O E5 continuará coberto por sete anos de garantia para o veículo e oito anos para a bateria. A combinação entre uma configuração de entrada mais barata e outra com maior autonomia deverá definir se o elétrico conseguirá ganhar relevância no Brasil, algo que a primeira versão ainda não alcançou.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.