Pentágono quer ajuda de GM, Ford e outras empresas para fabricar armamentos nos EUA
Conversas com empresas americanas começaram antes da Guerra no Irã e estariam ligadas a uma estratégia de Trump para ampliar a produção de armamentos
Membros do Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, estão conversando com executivos da General Motors e da Ford sobre a possibilidade de contar com a ajuda das fabricantes de automóveis para adquirir veículos, munições e outros equipamentos mais rapidamente e a custos mais baixos. As informações são do jornal The Wall Street Journal.
Segundo as fontes ouvidas, as conversas são preliminares. A proposta inicial é que as montadoras ajudem na fabricação de componentes, não de armamentos completos. Nenhum projeto está sendo negociado de fato.
As conversas preliminares começaram antes da guerra no Irã e acontecem em um momento em que o governo do presidente Donald Trump deseja que montadoras e outras indústrias americanas desempenhem um papel maior na produção de armamentos, de acordo com a apuração do WSJ.
A GE Aerospace (GE.N) e a fabricante de veículos e máquinas Oshkosh também foram procuradas pelos representantes do Pentágono.
Em nota divulgada à agência de notícias Reuters, o Pentágono afirma que "está empenhado em expandir rapidamente a base industrial de defesa, aproveitando todas as soluções e tecnologias comerciais disponíveis para garantir que nossos combatentes mantenham uma vantagem decisiva".
Procuradas pela Reuters, nenhuma das empresas comentou o assunto.
A estratégia do Departamento de Defesa é avaliar se empresas americanas poderiam dar suporte aos fornecedores tradicionais do setor de armamentos e se seriam capazes de adaptar rapidamente suas linhas de montagem para a área de defesa.
A invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, as operações militares de Israel em Gaza e o início da Guerra do Irã têm feito com que os Estados Unidos reduzissem seus estoques de armas, incluindo sistemas de artilharia, munições e mísseis antitanque.
Neste mês, o presidente Trump pediu um aumento de US$ 500 bilhões no orçamento militar, que passaria para US$ 1,5 trilhão. Em março, Trump se encontrou com executivos de sete empresas de armamentos como parte do esforço para repor os estoques do exército americano.
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