Nissan admite dificuldades e vai trazer mais carros desenvolvidos na China para o Brasil
Após ser superada pela BYD, montadora nipônica recorre a armas chinesas para renovar o portfólio, conta em entrevista ao Jornal do Carro
A Nissan vive momento delicado em âmbito global, mas a situação no Brasil requer atenção especial. Embora tenha emplacado 77.808 mil veículos em nosso mercado em 2025, a fabricante sofre com a concorrência chinesa e admite que passa por crise no país.
"Estamos tendo dificuldades no Brasil", fez um mea culpa Ivan Espinosa, CEO global da Nissan, durante entrevista concedida em Yokohama, no Japão. O executivo ressaltou ainda que, por ora, a empresa quer surfar a onda de Kicks e Kait para obter melhor resultado e já prepara terreno para novos produtos — como N7 e Frontier híbrida.
Os dois modelos foram desenvolvidos na China por meio da parceria que a Nissan tem com a Dongfeng. E não serão os primeiros nem os últimos que a fabricante nipônica lançará no Brasil com DNA parecido.
Desde então, a fabricante oscilou e chegou a um patamar de estagnação. A Nissan fechou 2025 participação de 3% se levarmos em consideração automóveis e comerciais leves. Foi ultrapassada com certa facilidade, por exemplo, pela BYD, que teve 112.814 unidades licenciadas no país no ano passado, com share de 4,4%.
Com os produtos de origem chinesa e também com a eletrificação por meio de veículos com a tecnologia e-Power ou com autonomia estendida, a Nissan pretende ampliar e renovar em 40% seu portfólio no Brasil até 2027. Desse modo, pretende aumentar as vendas e segurar o ímpeto de BYD, GWM e outras tantas fabricantes que invadiram o país nos últimos anos.
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