Nova Amarok terá desempenho de esportivo e mais de 470 cv
Próxima geração da picape adotará sistema híbrido, torque de 81,6 kgfm e aceleração de 0 a 100 km/h abaixo de 5 segundos
A próxima geração da Volkswagen Amarok deve dar um salto relevante em desempenho. A picape, prevista para 2027, adotará a nomenclatura Amarok 800 TSI, em referência ao torque de 800 Nm (81,6 kgfm), e terá mais de 470 cv de potência, aproximando seu desempenho de modelos esportivos.
As informações foram publicadas pelo site Motor1 Brasil, em reportagem assinada por Fábio Trindade.
Os números colocam a Amarok em um patamar pouco comum entre picapes médias. Com mais de 470 cv e torque superior a 81 kgfm, o modelo deve entregar desempenho acima do atual V6, tradicional referência da linha.
A combinação de potência e torque também indica a adoção de um sistema híbrido plug-in, segundo a apuração. A eletrificação deve ser o caminho para alcançar esses níveis de desempenho.
De acordo com a reportagem, a nova Amarok deve acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 5 segundos, um número incomum para o segmento.
Executivos da marca já haviam indicado que a próxima geração não poderia ser inferior à atual em desempenho. Em declaração anterior, houve até comparação com a aceleração de um Porsche Panamera, o que ganha novo significado diante dos números revelados.
A nova Amarok utilizará uma base chinesa multi-energia, resultado do desenvolvimento conjunto com a SAIC. Essa arquitetura permite diferentes tipos de motorização e viabiliza a eletrificação.
Protótipos do modelo já circulam com menos camuflagem no Brasil e na Argentina, indicando que o projeto está em fase avançada de desenvolvimento.
Além das mudanças mecânicas, a cabine também deve evoluir. A nova geração terá um interior com três telas, incluindo uma dedicada ao passageiro.
A proposta aproxima a picape de um padrão mais tecnológico, semelhante ao de SUVs de categorias superiores, ampliando o foco no uso cotidiano.
Com a possível saída do motor V6 diesel, a Amarok deve mudar de posicionamento. A próxima geração tende a deixar de ser apenas uma referência em dirigibilidade para assumir um papel mais voltado à performance e à tecnologia.
A chegada ao mercado está prevista para o início de 2027, dentro de um cronograma que ainda envolve ajustes industriais e adequações para diferentes mercados.