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Nova regra pode detalhar preço dos combustíveis na nota fiscal

Projeto de Lei quer obrigar postos a mostrar impostos, custos do produtor e margem de lucro de distribuidoras

31 ago 2026 - 20h38
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Resumo
O Projeto de Lei 4.788/25, proposto pelo deputado Guilherme Boulos, quer obrigar postos a detalharem na nota fiscal a composição do preço de combustíveis e do gás de cozinha, desde a produção até as margens de revenda. O objetivo é aumentar a transparência para o consumidor fiscalizar o mercado. A proposta tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados e, se aprovada pelos deputados e pelo Senado, dependerá apenas da sanção presidencial para virar lei.

Um novo projeto de lei quer ampliar a transparência sobre o preço dos combustíveis no Brasil. O PL 4.788/25, de autoria do deputado licenciado Guilherme Boulos (Psol-SP), tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados e busca obrigar postos de combustíveis a discriminar nas notas fiscais a composição completa do valor pago pelo consumidor por gasolina, etanol, diesel e gás de cozinha (GLP).

A proposta pretende mostrar quanto cada etapa da cadeia representa no preço final dos combustíveis, detalhando desde o valor cobrado pelo produtor ou importador até a margem de distribuição e revenda.

Segundo o deputado Boulos, o PL é importante para dar maior autonomia ao cidadão, que ainda desconhece como é composto o preço final dos combustíveis.

"Ao detalhar essas informações no documento fiscal, este projeto transforma o consumidor em um agente fiscalizador mais consciente, capaz de compreender as flutuações de preços e de cobrar maior eficiência e justiça em toda a cadeia produtiva", disse Boulos à Agência Câmara de Notícias.

O deputado também citou dados do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, que mostram que a participação da margem de distribuição e revenda no preço da gasolina aumentou de 16,1%, em abril de 2024, para 20%, em julho de 2025.

A proposta está em fase de análise e ainda será avaliada pelas comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como tramita em regime de urgência, o projeto pode ser levado diretamente ao Plenário da Câmara dos Deputados.

Caso seja aprovado pelos deputados, seguirá para análise do Senado Federal. Se também receber aval dos senadores, ainda precisará da sanção presidencial antes de entrar em vigor.

Estadão
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