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GM oferece Chevrolet Onix em programa de demissão voluntária

Com baixa nas vendas, montadora registra adesão de 208 funcionários em plano de demissão que oferece até mesmo Chevrolet Onix

27 fev 2026 - 16h30
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O desempenho nas vendas fez com que a General Motors promovesse Programa de Demissão Voluntária em sua fábrica de São Caetano do Sul (SP). Segundo o sindicato dos metalúrgicos local, 208 profissionais (198 de manufatura e 10 de ferramentaria) aderiram ao plano.

O pacote inclui sete salários e 24 meses de convênio médico ou o pagamento de R$ 48 mil. E mais: o funcionário pode ainda receber um Chevrolet Onix ou o montante de R$ 85 mil, disse o sindicato ao site AutoData.

"O motivo da abertura de PDV é a queda nas vendas, por causa da oscilação do mercado", comentou Aparecido Inácio Silva, o Cidão, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano.

À AutoData, a General Motors salientou que o plano "faz parte de processo contínuo de adequação operacional da companhia às atuais condições de mercado e aos níveis de demanda".

Atualmente, a unidade de São Caetano produz os Chevrolet Tracker, Spin e Montana. 7 mil funcionários trabalham na fábrica.

Queda da GM nas vendas

A GM promoveu nos últimos meses alguns períodos de suspensão temporária dos contratos de trabalho para equilibrar oferta e demanda. Tal evidencia a queda nas vendas da companhia no Brasil.

De acordo com dados da Fenabrave (Federação Nacional Distribuição Veículos Automotores), a GM teve 275.965 automóveis e comerciais leves licenciados em 2025. Em 2024, por exemplo, foram 314.956 emplacamentos — queda de 12,4% no comparativo.

Sindicato de São José dos Campos quer PDV

Além do plano em São Caetano, os metalúrgicos da planta da GM em São José dos Campos (SP) aprovaram a exigência de abertura de um PDV na última segunda-feira, 23. A medida surge como uma contraofensiva do sindicato às recentes demissões "a conta-gotas" na unidade, que já somam cerca de 30 cortes desde o início do ano, atingindo majoritariamente o setor administrativo.

A proposta será levada formalmente à diretoria da montadora em reunião agendada para esta sexta-feira (27). O objetivo é substituir os cortes compulsórios por um modelo de adesão voluntária que garanta pacotes de benefícios superiores à rescisão comum, incluindo indenizações maiores e a manutenção do plano de saúde. Segundo o secretário-geral do sindicato local, Renato Almeida, a prioridade da categoria é estancar a instabilidade e assegurar garantias de emprego na planta.

O sindicalista também busca abrir um canal direto de diálogo com o novo presidente da GM na América do Sul, Thomas Owsianski. A intenção é discutir o futuro da unidade no contexto da parceria estratégica com a Hyundai, que prevê o desenvolvimento conjunto de quatro novos veículos (um SUV, um carro de passeio e duas picapes) para os mercados das Américas Sul e Central até 2028.

Atualmente, a fábrica de São José dos Campos conta com cerca de 3.200 colaboradores e é responsável pela produção dos modelos S10 e Trailblazer, além de motores e transmissões. O sindicato defende que a unidade seja incluída na linha de montagem dos novos projetos globais para garantir a sustentabilidade da operação a longo prazo.

Estadão
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