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Toyota já tem data para trocar Indaiatuba por nova fábrica em Sorocaba

Unificação das linhas de montagem no interior de SP faz parte do novo ciclo de investimentos de R$ 11 bilhões da fabricante

3 jun 2026 - 05h29
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Desde 2024, a fábrica da Toyota vem se preparando para transferir a linha de montagem do Corolla sedã. O modelo, produzido atualmente na unidade de Indaiatuba, no interior de São Paulo, finalmente teve o seu cronograma e futuro definidos.

O complexo industrial de Indaiatuba, que opera há mais de 28 anos, terá as atividades encerradas oficialmente no final de junho deste ano. Com o fechamento, a produção do sedã migrará para a unidade de Sorocaba (SP), que foi expandida para absorver o veículo a partir de novembro.

Produção concentrada em um só lugar

A estratégia da montadora com essa mudança de endereço é centralizar toda a sua produção de automóveis no Brasil. Os SUVs Corolla Cross e Yaris Cross já ocupam as linhas da primeira planta de Sorocaba, e agora o sedã chega para ocupar a ampliação da segunda ala do complexo.

Este movimento estratégico integra o ciclo de investimentos de R$ 11 bilhões anunciado pela marca até 2030.

Redução de custos e eficiência produtiva

O principal objetivo dessa reestruturação logística está ligado à redução de custos operacionais e à busca por maior sinergia produtiva entre os modelos eletrificados e flex vendidos no mercado nacional.

Além disso, a empresa aponta que o complexo de Sorocaba já conta com processos industriais modernos, sendo mais avançado tecnologicamente. Para atualizar a veterana planta de Indaiatuba, a Toyota precisaria de um aporte financeiro muito mais severo, devido aos seus quase 30 anos de operação.

Novas vagas de emprego e acordo com sindicato

Com a ampliação das atividades, a Toyota confirmou que cerca de 2.000 novos postos de trabalho serão gerados na unidade de Sorocaba nos próximos meses.

Apesar dos novos empregos na região vizinha, o encerramento em Indaiatuba motivou greves e impasses jurídicos entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, que buscavam garantias trabalhistas durante a transição.

Recentemente, o sindicato e a montadora fecharam um acordo definitivo. O texto homologado estabelece as regras para o Programa de Demissão Voluntária (PDV) e define as condições de transferência dos funcionários que optarem por trabalhar na planta de Sorocaba.

Estadão
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