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Epidemia da distração: conheça as principais causas de acidentes com motociclistas

Uso do celular, excesso de velocidade e falhas no uso do capacete estão entre os erros mais comuns em sinistros com motociclistas

20 mai 2026 - 11h21
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Olhar o celular por poucos segundos, atravessar um semáforo vermelho "dando tempo" ou pilotar com excesso de confiança estão entre os comportamentos mais perigosos no trânsito. E, segundo especialistas em pilotagem, boa parte dos acidentes poderia ser evitada justamente com atitudes simples do dia a dia.

Durante uma ação de formação de instrutores promovida pela Yamaha em parceria com a Prefeitura de São José dos Campos, o instrutor do Yamaha Riding Academy (YRA), Helio Mazzarella, compartilhou com o Jornal do Carro orientações voltadas à prevenção de acidentes — especialmente entre motociclistas, mas também válidas para motoristas em geral.

Segundo ele, a displicência ainda é um dos maiores problemas no trânsito atual. "Ao conduzir um veículo, somos responsáveis não só pela nossa segurança, mas também pela de todos à nossa volta", explica.

Equipamentos de proteção fazem diferença

Quando o assunto é segurança, o capacete segue como principal item de proteção. Mas não basta apenas utilizá-lo.

Segundo o instrutor, o equipamento precisa ser homologado, estar corretamente ajustado e com a cinta jugular presa. A viseira também deve permanecer fechada durante a pilotagem.

"Esses cuidados evitam que o capacete saia da cabeça antes do impacto e garantem que ele consiga cumprir sua função de proteção", explica.

Jaquetas específicas para motociclistas também ajudam a reduzir lesões. Diferentemente de roupas comuns, elas são construídas para suportar abrasão no asfalto e contam com proteções adicionais contra impacto.

Mazzarella também destaca a importância de luvas, botas e protetor de coluna — equipamentos ainda pouco utilizados pela maioria dos motociclistas.

"As mãos normalmente são os primeiros pontos de contato com o solo em uma queda. Por isso, as luvas são essenciais", afirma.

Segundo ele, botas próprias para motociclistas oferecem reforços contra torções e impactos, enquanto o protetor de coluna ajuda não apenas na segurança, mas também na postura e redução da fadiga durante a pilotagem.

O instrutor reforça ainda que o passageiro também deve utilizar equipamentos completos de proteção, e não apenas o condutor.

Direção defensiva ajuda a evitar acidentes

Outro ponto destacado pelo especialista é a condução defensiva. A ideia é antecipar situações de risco antes que elas aconteçam.

Um exemplo citado é a aproximação de cruzamentos e semáforos amarelos. Em vez de acelerar para passar, o comportamento mais seguro é reduzir a velocidade e prever possíveis movimentos de pedestres ou frenagens bruscas.

O mesmo vale para regiões próximas de escolas, ruas movimentadas, rotatórias e áreas de grande fluxo.

Outra recomendação importante é evitar permanecer nos pontos cegos dos veículos ao redor. "Ser visto pelos outros motoristas pode evitar acidentes", resume.

Mazzarella também orienta motociclistas a ocuparem corretamente a faixa de rolamento, preferindo trafegar nas linhas onde passam os pneus dos carros. Segundo ele, isso amplia o campo de visão e aumenta o tempo de reação em situações de emergência.

Pilotagem na chuva exige mudança de comportamento

Em piso molhado, a aderência dos pneus cai consideravelmente, exigindo adaptação imediata da pilotagem.

A recomendação é reduzir velocidade, evitar movimentos bruscos e utilizar os freios de maneira progressiva. Segundo o instrutor, a distribuição ideal de frenagem em motos fica próxima de 60% no freio dianteiro e 40% no traseiro.

Além disso, ele recomenda atenção constante ao entorno do veículo. "O condutor precisa pilotar olhando 360 graus, observando não só o que está à frente, mas também atrás, usando os retrovisores."

Maio Amarelo reforça ações de conscientização

As orientações fazem parte das ações ligadas ao Maio Amarelo, movimento internacional de conscientização sobre segurança viária.

Criada a partir de uma iniciativa da ONU em 2011, a campanha transformou o mês de maio em referência mundial para debates e ações educativas voltadas à redução de acidentes de trânsito.

Entre as empresas que participam das ações está a Yamaha Motor do Brasil, responsável pelo Yamaha Riding Academy, programa de formação de instrutores e disseminação de técnicas de pilotagem segura criado no País ainda na década de 1990.

Segundo Rafael Lourenço, gerente de Relações Institucionais da Yamaha, a empresa mantém atualmente mais de 120 instrutores ativos em concessionárias e municípios brasileiros.

"Na Yamaha, entendemos a segurança viária como uma responsabilidade compartilhada entre iniciativa privada, poder público e sociedade", afirma.

De acordo com a fabricante, o programa impacta cerca de 20 mil motociclistas por ano por meio de treinamentos, palestras e atividades práticas. Em 2025, as ações já ultrapassaram 35 mil pessoas alcançadas.

Estadão
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