Confirmado para o Brasil, Denza Z é o superesportivo de luxo da BYD com 1.604 cv
Esportivo elétrico tenta conquistar público ocidental, que ainda prefere os modelos a combustão; estreia no Brasil ainda não tem data confirmada
A BYD acaba de revelar seu esportivo mais potente e um dos elétricos de produção mais rápidos do mundo. Confirmado para o Brasil, o Denza Z foi apresentado oficialmente durante o Festival de Goodwood, no Reino Unido, em duas versões: uma para as ruas, com carroceria cupê e conversível, e outra para as pistas.
Apesar de vocações diferentes, as duas variantes do esportivo elétrico têm os mesmos 1.604 cv combinados e 126,5 kgfm. Parte da potência vem de um motor no eixo dianteiro de 680 cv, enquanto o restante fica por conta de dois motores traseiros independentes, cada um com 462 cv.
Por serem independentes, os motores trabalham com um sistema avançado de vetorização de torque, que melhora a estabilidade em situações extremas e aumenta a agilidade nas curvas. Além disso, o sistema permite que o veículo realize manobras girando em seu próprio eixo.
O Denza Z tem ainda amortecedores magnetorreológicos, freios carbono-cerâmicos e molas pneumáticas (helicoidais na versão Racing), garantindo o melhor desempenho na pista.
De acordo com a fabricante, na versão de rua (cupê), o Denza Z é capaz de ir de 0 a 100 km/h em 2,25 segundos. A versão Racing, voltada para as pistas, é mais extrema e realiza o sprint em 1,9 segundo, já que tem um pacote aerodinâmico específico e pneus semi-slick.
A velocidade máxima também é diferente em cada versão. A Racing consegue alcançar 350 km/h, enquanto o cupê e o conversível atingem até 300 km/h.
Carregamento completo em poucos minutos
Para criar o esportivo, a BYD decidiu ir além do desempenho extremo, pensando também no tempo de recarga. Assim, o Denza Z é equipado com a mais nova tecnologia de carregamento Flash, desenvolvida pela montadora, compatível com os novos carregadores de 1.500 kW, também desenvolvidos internamente.
De acordo com a fabricante, o Z é capaz de recuperar a carga de 10% para 70% em apenas cinco minutos, ou atingir 97% em apenas nove. O problema, porém, será encontrar esses carregadores, já que eles ainda não são muito difundidos na China e sua implantação na Europa ainda está para começar.
Outro ponto negativo é a autonomia relativamente baixa. A BYD teve que sacrificar alguns aspectos para que seu carro fosse veloz e suportasse um carregamento de poucos minutos, optando por uma bateria de 76 kWh, relativamente pequena para os padrões atuais. A escolha também contribui para reduzir o peso do esportivo, melhorando seu desempenho.
Integrada ao chassi para aumentar a rigidez torcional, a bateria tem autonomia máxima estimada de 408 km para o cupê e de 379 km para a versão Racing, segundo a BYD.
Mesmo com a bateria menor, a arquitetura elétrica é bastante robusta. O Denza Z pesa 2.230 kg, distribuídos em uma carroceria de 4,78 m de comprimento. Já o entre-eixos é de 2,78 m.
Cabine de luxo
Embora tenha quase 4,8 metros de comprimento, o Denza Z é um esportivo com configuração 2+2. Na prática, isso significa que os dois bancos traseiros são destinados a ocupantes ocasionais e oferecem espaço mais limitado.
Em compensação, o esportivo traz itens de conforto dignos de carros de luxo. Há bancos com funções de aquecimento, ventilação e massagem, acabamento em camurça combinado com fibra de carbono e sistema de som premium com 12 alto-falantes.
Para tentar conquistar aqueles que ainda não se adaptaram aos esportivos elétricos, o Denza Z também simula sons de motor a combustão, transmitidos tanto para o ambiente interno quanto para o externo.
Preço e concorrência
O Denza Z ainda não tem data para estrear no Brasil, mas, na Europa, o esportivo já teve seus preços divulgados. A versão cupê custa 167.400 euros (aproximadamente R$ 980.670), enquanto o conversível parte de 187.300 euros (R$ 1,09 milhão). Por fim, a versão Racing estreia por 202.500 euros (R$ 1,18 milhão).
O objetivo da BYD com o Denza Z vai além das vendas. A montadora quer conquistar o público ocidental de superesportivos, que ainda demonstra resistência em aceitar os veículos elétricos. É por esse motivo que montadoras como a Porsche, por exemplo, vêm recuando em seus planos de eletrificação.
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