Cofre de R$ 11 trilhões: como funciona o fundo soberano da Noruega, a maior reserva financeira do mundo
Fundo norueguês acumula patrimônio equivalente a quase quatro vezes o PIB do país e é um dos maiores investidores do planeta
A Noruega, país que eliminou o Brasil da Copa do Mundo, não vem chamando a atenção só pela geração de grandes jogadores da atual seleção, mas também por administrar a maior reserva financeira do mundo, um cofre com mais de R$ 11 trilhões.
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Alimentado pelas receitas da exploração de petróleo e gás natural, o Fundo Soberano da Noruega reúne atualmente 21,3 trilhões de coroas norueguesas (cerca de R$ 11,1 trilhões), valor equivalente a quase quatro vezes tudo o que a economia do país produz em um ano.
Na prática, o patrimônio representa aproximadamente 3,8 milhões de coroas norueguesas (cerca de R$ 2 milhões) para cada habitante do país, do recém-nascido ao aposentado.
O fundo também é considerado o maior investidor particular do mundo, com participações em aproximadamente 7.200 empresas espalhadas pelo planeta. Mas, afinal, quando e como nasceu esse fundo?
Como nasceu o fundo
O Fundo Soberano da Noruega, oficialmente chamado de Government Pension Fund Global, foi criado na década de 1990 para administrar as receitas provenientes da exploração de petróleo e gás natural e garantir que essa riqueza beneficie também as futuras gerações.
Tudo começou em 1990, quando o Parlamento norueguês aprovou a legislação que deu origem ao fundo. De acordo com informações disponíveis em seu site oficial, o primeiro depósito foi realizado em 1996. Desde então, a gestão passou a ser feita de forma independente pelo Norges Bank Investment Management (NBIM).
"A receita do petróleo tem sido muito importante para a Noruega, mas um dia o petróleo acabará. O objetivo do fundo é garantir que usemos esse dinheiro de forma responsável, pensando a longo prazo e, assim, salvaguardando o futuro da economia norueguesa", diz o NBIM.
Onde o fundo investe
A estratégia de investimentos é baseada em princípios de eficiência, transparência e responsabilidade. Atualmente, mais de 71% da carteira está aplicada em ações de empresas globais, enquanto 26,5% estão investidos em títulos de dívida.
Em média, o fundo detém cerca de 1,5% de todas as empresas listadas em bolsas de valores no mundo. Entre os principais investimentos estão gigantes da tecnologia americana, como Nvidia, Apple, Microsoft, Alphabet e Amazon.
Em 2025, o fundo registrou valorização de 15,1%, consolidando sua posição como a maior reserva financeira soberana do mundo.
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