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Carro elétrico mais barato do Brasil sai de cena; veja quais são os mais em conta agora

Após tempestade perfeita de impostos e frete alto, importadora do Emova devolve dinheiro a clientes; barreira dos R$ 100 mil volta a ser a realidade dos carros elétricos no País

7 jul 2026 - 11h57
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O sonho do carro elétrico zero-quilômetro na faixa dos R$ 70 mil durou pouco no Brasil. Anunciado com em março como o modelo com a tecnologia mais barato do país, o subcompacto JMEV Emova Easy teve suas vendas oficialmente suspensas pela importadora E-Motors Brasil, conforme apurou Jornal do Carro.

JMEV Emova Easy
JMEV Emova Easy
Foto: Divulgação/E motors / Estadão

Agora, para ter um carro elétrico novo, o consumidor precisará investir mais do que R$ 100 mil, conforme levantamento da reportagem.

A paralisação das vendas também atingiu o irmão maior do modelo, o Emova Urban (que prometia custar R$ 99.990). A empresa confirmou que está entrando em contato com todos os compradores que haviam feito reservas para realizar a devolução integral do sinal pago.

3. GAC Aion UT — R$ 139.990

O mais novo integrante do mercado nacional chega importado pela chinesa GAC com foco claro em custo-benefício. O Aion UT foca no espaço de hatch médio e no porte robusto para se posicionar de forma competitiva,.

4. BYD Dolphin GS — R$ 149.990

O modelo segue firme como uma das opções mais acessíveis do andar de cima. Adotando uma postura agressiva contra novos rivais, a BYD reduziu o preço da linha do Dolphin, que traz uma proposta de porte maior e acabamento superior ao irmão Mini.

Preço baixo não bastou: a debandada de Renault Kwid E-Tech e Caoa Chery iCar

A suspensão da linha Emova não é um caso isolado. Marcas bem mais estruturadas também não sustentaram a oferta de elétricos mais acessíveis no longo prazo. Donos dos títulos de elétricos mais baratos do país em anos anteriores, o Renault Kwid E-Tech e o Caoa Chery iCar foram oficialmente descontinuados.

Ambos apostavam no preço agressivo para atrair o consumidor, mas sofriam com o mesmo fantasma: o baixo volume de vendas diante da chegada de novas marcas no mercado. O público brasileiro demonstrou que, na hora de migrar para a energia limpa, prefere pagar um pouco mais por modelos de marcas asiáticas que entregam projetos nativos de elétricos, mais tecnológicos.

O caso do Kwid E-Tech é ainda mais emblemático. O hatch franco-chinês havia recebido uma reestilização completa, com tabela no limite dos R$ 99.990. No entanto, com pouquíssimos emplacamentos diante do fenômeno BYD Dolphin Mini, a Renault optou por tirá-lo de cena para não canibalizar o espaço do Geely EX2.

Com essas baixas consecutivas e o imposto de importação cravado em 35%, a porta de entrada para os veículos 100% elétricos zero-quilômetro no País deu um salto, aparentemente, definitivo.

Estadão
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