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É hora de dar crédito para Neymar

Ninguém apanhou mais do que o atacante brasileiro na Copa e fama de cai-cai tem virado um prato cheio para os rivais

4 jul 2018
16h45
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Pergunte ao Osório, que já voltou para casa, ou para qualquer outro técnico das 24 seleções que deixaram o Mundial se haveria lugar para Neymar no time deles. Ora, como diria João Saldanha, o João sem medo, eu quero Neymar para jogar no meu time, não para casar com a minha filha.

Neymar dribla durante a partida
Neymar dribla durante a partida
Foto: Action Images / Reuters

Dá pra entender porque muita gente fica com um pé atrás com Neymar. O excesso de quedas no primeiro jogo contra a Suíça fez a alegria de quem cria os memes da vida. Também ri muito, também me diverti, mas o fato é que o atacante, desde então, tem se esforçado para ficar em pé, mesmo quando é alvo dos botineiros de plantão.

Na partida contra o México conseguiram inverter a situação. Pararam de falar do pisão que Neymar sofreu de Layun para questionar o tempo em que ele ficou deitado no chão.  O técnico mexicano disse que o atacante brasileiro era um mau exemplo, sem dizer uma palavra sequer sobre a agressão que Neymar sofreu. Até o ex-atacante da Inglaterra, Lineker, resolveu criticar o brasileiro, mas se calou quando foram os conterrâneos que fizeram seu teatrinho na partida contra a Colômbia.

E adivinha só quem saiu em defesa de Neymar e do futebol arte? Os argentinos do Diário Olé, que enxergaram o óbvio ululante: ninguém apanhou mais do que o atacante nessa Copa. Ele sofreu 23 faltas nos quatro primeiros jogos, mas o que importa é a fama de cai-cai. Ressuscitaram até uma entrevista antiga de Tite, quando o então técnico corintiano disse que Neymar era um mau exemplo para o filho dele. O detalhe é que a crítica veio porque o atacante havia pisado em Guilherme Andrade e não pela fama de cai-cai, que já o perseguia naquela época e com razão, diga-se de passagem.

Não se trata de assinar embaixo tudo o que Neymar fizer daqui pra frente ou de abrir mão de criticá-lo, caso jogue mal ou tenha uma recaída.  Mas o fato é que o atacante tem crescido nos últimos jogos, fez a sua melhor atuação contra os mexicanos, lidera o ranking de chutes a gol (24 finalizações) e continua apanhando como sempre.

Pelo bem do futebol arte é hora de dar um crédito para Neymar e ficar ligado nas pancadas que ele vai receber daqui pra frente. Ou alguém já se esqueceu de que há exatos quatro anos, o atacante recebeu uma joelhada do colombiano Zúñiga, nas quartas de final, e ficou fora do resto da Copa?

Deixemos o cai-cai para as seleções que ainda vão ficar pelo caminho nessa Copa. Deixemos o cai-cai para quem já foi embora. Com Neymar em forma, em pé ou deitado, o hexa tem tudo para cair nas nossas mãos.

Fonte: Blog A Copa no sofá   
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