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Fórmula 1

Rubinho brinca e diz que Schumacher nunca baterá seu recorde

26 ago 2010 - 16h56
(atualizado às 17h31)
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Rubens Barrichello chegará à marca de 300 corridas na Fórmula 1 neste fim de semana, na Bélgica, mais de dois anos depois de ter tirado o recorde de longevidade que pertencia a Riccardo Patrese, 256 GPs. O seu ex-companheiro de Ferrari, Michael Schumacher, voltando à categoria aos 41 anos, após três de aposentadoria, fará sua 263ª corrida. O brasileiro duvida que será alcançado pelo alemão.

"Vou definitivamente correr enquanto ele correr", riu Barrichello, de 38 anos, vestindo uma camiseta com um velocímetro superando a marca dos 300.

Para alguns, o fim da carreira acontece quando já não se tem mais esperança de ganhar o título mundial, ou o piloto perde o interesse de dar voltas nos circuitos.

Barrichello, que começou na categoria em 1993, pela Jordan, parece amar o automobilismo mais do que nunca. Chega a dizer que está em melhor forma física hoje do que há 18 anos.

"Mentalmente, estou provavelmente melhor do que a qualquer outro momento. Você tem o seu corpo se acostumando à Fórmula 1 também, e isso é parte do que eu digo. Eu me sinto melhor hoje do que antes", afirmou.

Para se ter uma ideia da longevidade de Barrichello, o brasileiro já disputou mais de um terço - 36%, para ser exato - das corridas desde o primeiro campeonato, em 1950 (nos primórdios, cada temporada tinha bem menos provas que hoje em dia).

Depois de ganhar uma sobrevida na categoria pela Brawn, após a abrupta saída da Honda, não há prazo para ele pendurar o capacete. "Sou tão competitivo que não me imagino sem pilotar um carro", disse Barrichello, que mesmo de férias no Brasil, neste mês, acordava de madrugada para continuar treinando pelo horário europeu.

"Minha esposa fica horrorizada. Ela acha que vou correr para sempre. Mas a sensação é essa mesmo. A última vez que eu acordei às 4h para ir para a academia, ela falou 'vcê está maluco'".

Duas vezes vice-campeão, ambas atrás de Schumacher na Ferrari, Barrichello venceu nove GPs pela equipe italiana, e outros dois pela Brawn no ano passado. Diz não lamentar não ter sido campeão, mas afirma que ainda não desistiu totalmente.

Seu pior momento na carreira foi no GP de San Marino, em 1994, uma corrida marcada pelas mortes do austríaco Roland Ratzenberger e do seu amigo e mentor Ayrton Senna.

"É o que mais dói. Não ter o Senna foi duro... Foi o primeiro enterro ao qual eu fui também", lemba.

Barrichello disputou 36% das corridas da história da Fórmula 1
Barrichello disputou 36% das corridas da história da Fórmula 1
Foto: Getty Images
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