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Fórmula 1

F1: Aston Martin tem motivos para comemorar o desempenho no GP do Japão

Equipe completa sua primeira corrida do ano com Fernando Alonso, mas ainda não é motivo para comemorar

31 mar 2026 - 11h47
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Foto: Divulgação / Aston Martin F1

O projeto da Aston Martin com a Honda teve um início desastroso na temporada de 2026, com um motor pouco competitivo e não confiável, cujas vibrações também impactaram o chassi e os pilotos.

Apesar de um dos carros da equipe ter completado a corrida do GP do Japão com Fernando Alonso, Mike Krack, diretor de pista da Aston Martin, reconheceu que não é motivo para comemoração. No entanto, ele acredita que a equipe também precisa valorizar as pequenas vitórias da colaboração com a Honda.

Sem milagres para a parceria no terceiro fim de semana da nova era da Fórmula 1, o GP em casa da fabricante japonesa serviu como um importante termômetro da evolução da equipe. O AMR26 finalmente completou seu Grande Prêmio na F1, com Alonso, enquanto seu companheiro de equipe, Lance Stroll, abandonou a prova devido a um vazamento de água no motor de combustão interna.

Levar apenas um carro até o final da corrida não foi exatamente um feito para se comemorar, devido à ambição da equipe. Mas serviu como algo para se orgulhar, e principalmente para a coleta de dados da equipe, a maior até o momento.

Para o veículo Autosport.com, Krack afirmou que o objetivo, ainda que modesto, era completar a corrida com os dois carros. O representante da Aston Martin explicou que o resultado apresenta um pequeno avanço dentro de um longo processo de evolução, apesar de apenas um piloto ter cruzado a linha de chegada.

“Mas, como equipe, não podemos nos autodestruir. Estamos em uma situação difícil, precisamos tirar o lado positivo”, ressaltou.

No final de semana em Suzuka, a Aston Martin apresentou um pacote de atualizações modesto, porém Alonso terminou a corrida em 18º, uma volta atrás e com ritmo muito inferior ao de Sérgio Perez, da estreante Cadillac. Isso demonstra que, enquanto as demais equipes conseguiram explorar melhor suas atualizações, a falta inicial de confiabilidade da Aston Martin fez com que ela ficasse ainda mais para trás.

"Infelizmente, assim que resolvemos nossos problemas de confiabilidade, todos se concentram apenas no desempenho", acrescentou Krack. "E, analisando isso, percebemos que temos grandes passos a dar. Não pequenos passos como os que já demos em relação à confiabilidade, mas passos importantes. Precisamos aproveitar a pausa agora para dar o primeiro passo, mas há uma montanha enorme para escalar."

A ausência de corridas da Fórmula 1 em abril representa para a Aston Martin uma oportunidade para avançar tanto na confiabilidade quanto no desempenho do carro, mas eles não se iludem com uma possível solução mágica para a competitividade, já que seus rivais também buscarão melhorias significativas em Miami, no primeiro fim de semana de maio.

A equipe ainda busca reduzir as vibrações no volante, problema que levou ao abandono de Alonso na China. Apesar de um teste inicial indicar melhora, o ajuste não pôde ser utilizado na corrida no Japão, e a expectativa é resolver a questão até a próxima etapa.

"Em relação ao chassi, acho que precisamos ser honestos e admitir que temos nossa parcela de responsabilidade pelo déficit de desempenho", admitiu Krack, confirmando ainda mais o quanto o carro da Aston Martin está ficando para trás. Krack reconheceu que a equipe também enfrenta dificuldades nas curvas de alta velocidade e não opera no limite mínimo de peso, pontos que, segundo ele, serão fundamentais para os passos importantes em desempenho nas próximas provas.

“Ao mesmo tempo, sabemos que a Honda não quer estar onde está. Por isso, eles estão se esforçando ao máximo”, acrescentou, referindo-se à parceria da Aston Martin com a fabricante japonesa.

Questionado pelo Autosport sobre o cronograma da equipe para melhorar o desempenho do carro, Krack respondeu: "Temos muito trabalho pela frente. Acho que precisamos usar essas cinco semanas para dar um passo adiante. Não vamos eliminar toda a diferença até Miami, mas vamos tentar de tudo para reduzi-la. E veremos o quanto conseguiremos."

Por fim, Krack reforçou que a Aston Martin precisa manter os pés no chão, já que a Fórmula 1 segue em constante evolução e os concorrentes devem chegar mais fortes na próxima etapa. O diretor de pista também destacou que reduzir a diferença em meio ao ritmo intenso da temporada é uma tarefa complexa e exige máximo esforço da equipe, tendo consciência de que não existe uma fórmula mágica para os problemas de desempenho.

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