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O Irã está explorando o ponto fraco dos EUA: não são seus caças F-35 ou seus mísseis Patriot, mas sim o custo de cada decolagem

Por ora, o Irã não precisa vencer no sentido tradicional para alterar o equilíbrio do conflito

27 mar 2026 - 09h09
(atualizado em 28/3/2026 às 07h15)
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Foto: Xataka

Na Segunda Guerra Mundial, a União Soviética produziu mais de 100 mil tanques, muitos deles tecnicamente inferiores aos alemães, mas o suficiente para inclinar a balança do conflito. Porque, às vezes, na guerra, o fator decisivo não é a sofisticação, mas quantas vezes se consegue repetir a mesma manobra.

Vencer forçando a decolagem

O conflito com o Irã expôs mais um paradoxo americano, um dos mais incômodos: a maior potência militar do mundo consegue destruir alvos com precisão e velocidade sem precedentes, mas tem enorme dificuldade em manter suas defesas contra ameaças muito mais simples e baratas.

Porque, em vez de tentar abater caças ou confrontar diretamente a superioridade aérea americana, o Irã adotou uma lógica diferente, muito mais próxima (ou exatamente igual) à que a Ucrânia aperfeiçoou em sua guerra: saturar o sistema inimigo.

Cada drone lançado não visa tanto atingir o alvo, mas sim forçar uma resposta, ativar radares, acionar caças e, em última análise, consumir recursos. A chave, portanto, não é o dano individual, mas o desgaste cumulativo a que é submetido.

A matemática do combate

É tão simples quanto uma questão de números. O cerne desta estratégia é puramente econômico. Drones que custam dezenas de milhares de dólares forçam o uso de interceptores que custam milhões ou a manutenção de aeronaves cujo custo operacional por hora já excede em muito o valor do alvo que estão perseguindo.

O resultado é uma troca profundamente desigual em termos financeiros, onde cada ...

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