Levamos 30 anos para encontrar 6.000 exoplanetas. Em apenas um ano, satélite TESS já identificou 10.000 candidatos
Ainda será preciso verificar quais são exoplanetas de fato e quais não são, mas, mesmo como lista provisória, é uma conquista sem precedentes
Desde que o primeiro exoplaneta (planeta localizado fora do Sistema Solar que orbita uma estrela que não seja o Sol) foi detectado em 1992, foram descobertos 6.273 astros desse tipo. No entanto, os métodos de detecção foram tão aprimorados que, nos próximos anos, espera-se que esse número aumente rapidamente.
Basta ver a lista que acaba de ser apresentada por uma equipe de cientistas da Universidade de Princeton, na qual aparecem mais de 10.000 novos candidatos. Pode ser que muitos não sejam exoplanetas quando forem revisados, mas o fato de tantos candidatos terem sido detectados já é um bom sinal.
Essa nova lista vem da análise do primeiro ano de dados do Satélite de Exploração de Exoplanetas em Trânsito (TESS, na sigla em inglês) da NASA, que foi lançado em 2018. No total, foram encontrados 11.554 possíveis exoplanetas. No entanto, 411 deles foram detectados em apenas um trânsito, o que impediu o cálculo de seus parâmetros orbitais. Outros 1.052 já haviam sido confirmados como exoplanetas no passado. Os 10.091 restantes compõem, de fato, uma lista de possíveis exoplanetas que não haviam sido identificados anteriormente.
Trânsito?
O trânsito é um dos métodos mais úteis para a detecção de exoplanetas. Normalmente, é muito mais fácil detectar a estrela em torno da qual um planeta gira do que o próprio planeta. Afinal, as estrelas são maiores e mais brilhantes. Quando os planetas orbitando ao seu redor passam entre a estrela e os telescópios que a observam, sua luz é ...
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