Enquanto olhares estão voltados para o Irã, algo se agita no Círculo Polar Ártico: Rússia está enviando bombardeiros de mísseis
Norte não é mais uma retaguarda silenciosa, mas espaço preparado para operações de dissuasão e demonstrações permanentes de força
No início da década de 1960, vários radares militares instalados no extremo norte do Alasca detectaram frequentemente enormes ecos se aproximando do horizonte polar. Por alguns minutos, os operadores não sabiam se estavam vendo simples voos de patrulha ou o início de algo muito mais sério. Esses alertas constantes acabaram transformando o Ártico em um dos lugares mais monitorados do planeta. Porque nas regiões mais frias e menos povoadas do mundo, qualquer movimento aéreo pode ter enorme importância.
Retorno de bombardeiros estratégicos ao Ártico
As Forças Armadas Russas anunciaram a operação juntamente com um vídeo para ilustrar o fato. Bombardeiros estratégicos russos Tu-95MS acabavam de sobrevoar o Círculo Polar Ártico armados com mísseis de cruzeiro Kh-101, escoltados por caças e apoiados por aeronaves-tanque, próximos ao espaço aéreo da OTAN. A imagem evoca uma cena muito típica da Guerra Fria: grandes plataformas de dissuasão nuclear patrulhando por horas as rotas árticas, enquanto as forças ocidentais as monitoram à distância.
Moscou também queria que o destacamento fosse visível, divulgando imagens do míssil sob as asas do bombardeiro e, indiretamente, lembrando a todos que essas aeronaves podem transportar até oito mísseis Kh-101 graças aos seus sistemas AKU-5M. Embora vários analistas acreditem que o míssil exibido era uma versão inerte de treinamento, a mensagem permanece clara: a Rússia quer normalizar a presença de bombardeiros estratégicos armados perto das ...
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