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Fórmula 1

F1: Ferrari prepara atualização de motor em Barcelona para encostar na Mercedes

Desempenho da SF-26 levanta dúvidas sobre compensação aerodinâmica diante da perda de potência do motor

31 mar 2026 - 12h19
(atualizado às 12h44)
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Ferrari aposta na eficiência aerodinâmica da SF-26 para compensar o déficit de potência nas primeiras etapas da temporada
Ferrari aposta na eficiência aerodinâmica da SF-26 para compensar o déficit de potência nas primeiras etapas da temporada
Foto: Scuderia Ferrari / Reprodução

Após as três primeiras etapas da temporada, a Scuderia Ferrari começa a ter um retrato mais claro do desempenho da SF-26. O modelo nasceu de uma filosofia ousada, baseada em concessões na unidade de potência 067/6 para favorecer um projeto mais agressivo do ponto de vista aerodinâmico e de chassi. A grande questão que surge é: esse compromisso está funcionando na prática?

Até aqui, a resposta ainda não é definitiva.

A equipe italiana enfrenta um início de campeonato dominado pela Mercedes, que soma três poles, três vitórias e duas dobradinhas, evidenciando uma superioridade técnica significativa. Parte dessa vantagem está no motor: estima-se que a Ferrari tenha um déficit entre 20 e 25 cavalos em relação à unidade alemã.

Essa diferença pode ser reduzida futuramente com o chamado ADUO mecanismo que permitirá atualizações no motor a combustão para equipes em desvantagem. A expectativa é que esse pacote possa estrear em Barcelona, em junho.

Escolhas técnicas e compromissos

O projeto da SF-26 foi desenvolvido de forma integrada entre os departamentos de chassi, aerodinâmica e motor, numa tentativa de explorar ao máximo as sinergias internas da Ferrari. Uma das decisões mais notáveis foi adotar um motor que opera em temperaturas mais elevadas, permitindo um sistema de arrefecimento mais compacto.

Na prática, isso resultou em radiadores menores e uma carroceria mais fechada, com entradas de ar reduzidas, solução que melhora a eficiência aerodinâmica e diminui o arrasto.

Outro ponto-chave está no turbocompressor, escolhido para otimizar a recuperação de energia em trechos de baixa velocidade, garantir arrancadas eficientes mesmo sem a MGU-H e manter o motor em rotações elevadas também em setores mais travados, favorecendo o desempenho aerodinâmico.

Além disso, a Ferrari inovou com o sistema STM, um flap posicionado próximo ao escapamento que utiliza os gases quentes para aumentar a eficiência da asa traseira e do difusor, solução que, até agora, só foi replicada pela Haas.

Desempenho ainda abaixo do esperado

Apesar das soluções criativas, o desempenho em pista levanta dúvidas. A SF-26 é considerada um carro sólido, especialmente no aspecto do chassi. No entanto, os resultados indicam que nem todas as vantagens aerodinâmicas previstas foram plenamente alcançadas.

Outro fator que impacta o desempenho é o peso. A Ferrari precisa reduzir entre 6 e 7 kg no carro, o que pode representar cerca de um décimo e meio por volta, um ganho significativo em termos de performance.

Além disso, o modelo ainda apresenta níveis de arrasto acima do ideal, o que compromete a velocidade máxima em retas. Esse problema ficou evidente no GP do Japão, em que a menor utilização do DRS prejudicou o rendimento da equipe.

Ajustes e perspectivas

A estabilidade da traseira, pensada para preservar os pneus, característica que agrada a Lewis Hamilton, também não se destacou como esperado nas primeiras corridas. A ausência de alguns elementos do pacote aerodinâmico original pode ter influenciado nesse comportamento.

Para o chefe da equipe ao Motorsports, Fred Vasseur, a próxima fase do campeonato será decisiva. Segundo ele, a partir de Miami começa uma nova etapa para a Ferrari, com foco total no desenvolvimento do carro em todas as áreas.

“Precisamos evoluir em tudo: aerodinâmica, motor, pneus e acerto. Se focarmos apenas em um aspecto, vamos perder competitividade”, afirmou.

Uma das novidades previstas é a introdução de um novo software de gestão de energia, que deve corrigir problemas identificados nas primeiras provas, como perdas repentinas de potência relatadas pelos pilotos.

Com 19 corridas ainda pela frente, a Ferrari aposta na capacidade de evolução ao longo da temporada. O desafio será transformar o conceito ambicioso da SF-26 em desempenho consistente e, principalmente, competitivo frente à dominante Mercedes.

Parabólica
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