F1: Toto Wolff nega barrar retorno de Horner e alerta para “repercussões”
Chefe da Mercedes nega tentativa de barrar ex-rival, mas destaca impacto de atitudes passadas no paddock
O chefe da Mercedes, Toto Wolff, negou estar tentando impedir o retorno de Christian Horner à Fórmula 1, mas fez um alerta direto ao ex-dirigente: ações do passado podem gerar “repercussões” dentro da categoria. As declarações foram divulgadas segundo a Sky Sports.
Horner foi demitido em julho de 2025 dos cargos de chefe de equipe e CEO da Red Bull Racing, mas já manifestou o desejo de retornar ao esporte para resolver o que chama de “assuntos inacabados”.
Uma possível porta de volta surgiu com o interesse do britânico em adquirir 24% da Alpine F1 Team, participação pertencente ao fundo Otro Capital. No entanto, a própria Mercedes também avalia o investimento, o que gerou especulações sobre uma nova disputa entre os dois dirigentes.
Wolff, porém, rejeitou essa interpretação.
“Nosso interesse nessa participação não tem nenhuma relação com Christian. A ideia de uma rivalidade por isso é inventada”, afirmou, ressaltando que a análise é puramente estratégica.
Apesar disso, o dirigente austríaco foi direto ao comentar o histórico do rival.
“Ele quebrou bastante vidro, e essas coisas têm repercussões no nosso microcosmo”, disse, referindo-se às controvérsias envolvendo Horner ao longo de sua trajetória na Red Bull.
A rivalidade entre os dois marcou a Fórmula 1, especialmente na disputa pelo título de 2021 entre Lewis Hamilton e Max Verstappen. Posteriormente, Verstappen consolidou o domínio ao conquistar quatro campeonatos consecutivos entre 2021 e 2024.
Mesmo com as críticas, Wolff reconheceu a importância de Horner para o esporte.
“A Fórmula 1 sente falta de personalidades, e a dele era controversa o que é bom para o espetáculo”, afirmou. Ainda assim, descartou qualquer alinhamento futuro com o ex-rival.
Sem um caminho claro para retornar ao comando de uma equipe com a Aston Martin F1 Team avaliando outros nomes o futuro de Horner segue indefinido. Para Wolff, porém, qualquer desfecho será encarado com naturalidade:
“Se ele voltar ou não, estou em paz com isso”.