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Fórmula 1

F1: Albon teme acidentes com carros de trás fora de controle

Piloto tailandês aponta risco causado pela imprevisibilidade de gestão de energia e relata problemas durante o GP do Japão

4 abr 2026 - 07h57
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Foto: Divulgação / Fórmula 1

Alexander Albon comentou sobre o impacto do regulamento da Fórmula 1 para 2026. O tailandês da Williams afirmou que os pilotos "às vezes se preocupam" com a possibilidade de o carro de trás não estar no controle, devido à imprevisibilidade da gestão de energia.

Após o grave acidente de Oliver Bearman em Suzuka, a diferença de velocidade entre os carros que utilizam energia e os que a recuperam tem sido um tema muito discutido. No acidente, o jovem britânico perdeu o controle de sua Haas a 308 km/h ao se aproximar da Alpine de Franco Colapinto, que estava 45 km/h mais lento.

Segundo Albon, isso também está ligado à aerodinâmica ativa e à forma como o Modo Reta (anteriormente conhecido como SLM, Modo de Linha Reta) e o Modo Curva funcionam em diferentes carros. Além disso, nota-se que os pilotos não têm controle total sobre seus carros.

"Eu nem queria ultrapassar o Lewis [Hamilton]. É que a minha bateria descarrega, eu não quero que descarregue, mas não consigo controlá-la", revelou Lando Norris no final do Grande Prêmio do Japão.

Como resultado, Albon confessa que às vezes se preocupa com a possibilidade de um carro desgovernado atrás dele causar um acidente. O piloto da Williams revelou que o tema foi discutido no briefing dos pilotos, principalmente em relação às velocidades de aproximação, às manobras defensivas e aos movimentos em disputa na pista.

De acordo com ele, a situação se tornou incomum, já que, ao mesmo tempo em que precisa se defender dos adversários, também existe a preocupação em saber se o carro que vem atrás está sob controle.

"Talvez precisemos apenas tornar o próprio SLM um pouco mais estável ou menos potente, ou algo do tipo. Mais parecido com um DRS comum que você possa controlar com bastante facilidade. Não sei", completou.

Independentemente disso, Albon teve um fim de semana difícil em Suzuka, onde foi eliminado no Q1. “Queríamos testar algumas coisas com a asa dianteira e, por isso, aproveitamos esse intervalo de cinco semanas para mapear o carro, entender melhor seu comportamento e analisar alguns dados”, explicou o tailandês. “Então, foi o que fizemos. Acho que não tínhamos chances de pontuar hoje”.

O piloto também revelou que a equipe montou um plano de testes detalhado para a corrida, com diferentes sequências de voltas e ajustes programados ao longo da prova. Mas, após passar por várias configurações e tentativas de correção, o problema continuou aparecendo, sem que a equipe conseguisse encontrar uma solução imediata.

Albon explicou que, em alguns momentos, o carro apresentava bom desempenho e permitia que ele se mantivesse junto ao pelotão. Entretanto, sempre que começava a perder posições, os problemas voltavam a reaparecer. Diante desse cenário, a equipe entendeu que não conseguiria resolver a questão durante a corrida e decidiu transformar o restante da prova em uma espécie de sessão de testes para coletar mais dados.

A Williams ocupa atualmente a nona posição no campeonato de construtores, com somente dois pontos. Está à frente apenas da estreante Cadillac e da Aston Martin, com a Audi à sua frente pelo critério de desempate.

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