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Fórmula 1

F1: Saiba as cláusulas que permitem Verstappen romper com a Red Bull antes de 2028

Metas de performance e regulamento técnico podem abrir porta de saída para o tetracampeão

31 mar 2026 - 20h34
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Max Verstappen durante entrevistas à imprensa.
Max Verstappen durante entrevistas à imprensa.
Foto: Jayce Illman/Getty Images / Perfil Brasil

As próximas semanas serão decisivas para a permanência de Max Verstappen na Fórmula 1. Em meio ao intervalo de abril, o piloto intensificou as dúvidas sobre sua continuidade na categoria devido às novas regras de motores. “É o que estou dizendo. Estou pensando em tudo dentro deste paddock”, afirmou o holandês em Suzuka, sinalizando que a decisão de abandonar a F1 já faz parte de suas reflexões imediatas.

Seu pai, Jos, teme a perda de motivação do filho, que agora avalia se a permanência na categoria ainda “vale a pena”. Sobre o esforço diário para correr, Max desabafou: “Todo dia que acordo, me convenço novamente. E eu tento.”.

A insatisfação de Max vai além de uma simples divergência técnica. O piloto não esconde o incômodo com as diretrizes atuais, mas o buraco é mais embaixo: Verstappen não quer ver seu auge "preso" a uma categoria que já não lhe traz o mesmo prazer. Em entrevista à BBC, o piloto colocou na balança o valor de estar em casa com a família e os amigos frente ao desgaste de um esporte que, em sua visão, está perdendo a essência: "Você pensa: vale a pena? Ou eu gosto mais de estar em casa com minha família? Ver mais meus amigos quando você não está gostando do seu esporte?”, comentou o tetracampeão.

O cronograma para uma decisão

Verstappen tem contrato com a Red Bull até o fim de 2028, mas não há cenário em que ele continue no grid se decidir que não quer mais. No entanto, não chegará ao ponto de uma multa rescisória. De acordo com o The Race, Verstappen possui cláusulas de saída em seu contrato que lhe permitem uma liberação sem custos baseada na competitividade da equipe.

Este foi o estopim dos rumores de uma ida à Mercedes no ano passado. O acordo previa uma cláusula de desempenho: Verstappen estaria livre para negociar sua saída caso não ocupasse uma das três primeiras posições no campeonato de pilotos antes do recesso em agosto.

Para 2026, contudo, entende-se que a situação é diferente, se Verstappen não estiver entre os dois primeiros colocados na data estipulada no contrato, ele pode sair. Isso foi presumivelmente estabelecido com base nas regras de 2026 para dar a Verstappen a opção de buscar um assento melhor em 2027, dependendo da ordem de competitividade.

Atualmente, Verstappen é o nono no campeonato de pilotos com apenas 12 pontos, 51 atrás do segundo colocado, George Russell. Dado o início forte da Mercedes na temporada e as dificuldades da Red Bull, é extremamente provável que Verstappen tenha um caminho contratual claro para deixar a equipe austríaca este ano.

Além disso, entende-se que o holandês não precisa notificar a Red Bull sobre sua decisão até outubro. Portanto, ele tem tempo de sobra para ver o que muda, não apenas na situação competitiva da Red Bull, mas com o novo conjunto de regras da F1.

Enquanto a FIA defende um refinamento nas regras atuais, Verstappen mantém uma postura firme, defendendo a reversão total das mudanças e pressionando os gestores da categoria por alterações drásticas. Embora o foco da federação esteja em ajustes pontuais nos motores já projetados, a expectativa do tetracampeão é de que o descontentamento geral do grid force uma reformulação profunda para a temporada de 2027.

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