F1: Forte acidente de Bearman no Japão beneficia Antonelli e Bortoleto, e expõe problemas do novo regulamento
Piloto da Haas bateu forte na curva Spoon após desvio brusco. Safety Car bagunçou a ponta, beneficiando Antonelli e prejudicando Russell
O Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1 ganhou contornos dramáticos e um novo líder na volta 22, após um impressionante acidente envolvendo Oliver Bearman. O britânico da Haas perdeu o controle do carro ao realizar uma manobra evasiva na aproximação da complexa curva Spoon e colidiu violentamente contra a barreira de proteção, forçando o acionamento imediato do Safety Car e embaralhando completamente a ordem da corrida.
O incidente teve início quando Bearman perseguia de muito perto a Alpine de Franco Colapinto. O carro do piloto argentino sofreu um severo Super Clipping, um corte abrupto no fornecimento da energia elétrica, perdendo velocidade repentinamente. Pego de surpresa, Bearman foi obrigado a tentar um desvio brusco no meio do processo de freada, o que desestabilizou sua Haas de forma irrecuperável e resultou em um forte impacto lateral contra o muro.
As imagens que se seguiram trouxeram apreensão ao paddock. O piloto da Haas conseguiu deixar o cockpit por conta própria, mas estava visivelmente abalado e saiu caminhando com dificuldade e mancando. A principal suspeita é de que o movimento violento da batida lateral tenha feito as pernas do britânico chicotearem contra a parte interna da célula de sobrevivência. Após passar por exames, foi confirmado que o piloto não sofreu fraturas.
Do ponto de vista esportivo, a batida não poderia ter acontecido em um momento mais caótico: em plena janela de paradas nos boxes. A intervenção do carro de segurança representou a sorte grande para Kimi Antonelli, que realizou sua troca de pneus sob o ritmo lento e saltou diretamente para a liderança da prova.
O "pit stop grátis" também foi crucial para assegurar a 4ª colocação de Lewis Hamilton, manter Pierre Gasly em um sólido 7º lugar e garantir que o brasileiro Gabriel Bortoleto se consolidasse na 10ª posição dentro da zona de pontuação.
No entanto, o Safety Car foi um verdadeiro banho de água fria para os ponteiros originais. George Russell e Oscar Piastri, que dominavam a prova com tranquilidade e construíam uma vantagem folgada sobre o pelotão, foram as grandes vítimas do infortúnio alheio, vendo sua margem ser completamente pulverizada pelo azar no timing da corrida.