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Fórmula 1

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F1: Honda registra primeiro prejuízo anual em 70 anos

Apesar da crise financeira, fabricante garante que projeto da HRC na Fórmula 1 não será afetado

16 mai 2026 - 07h38
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Foto: Divulgação / F1

A Honda anunciou o seu primeiro prejuízo anual em 70 anos. O valor registrado é de US$ 2,68 bilhões e representa seu pior relatório financeiro desde que a fabricante japonesa abriu seu capital na bolsa de valores em 1957. Ainda assim, isso não afetará a Honda Racing Corporation (HRC) e, portanto, também não afetará seu projeto na Fórmula 1.

Em março, a Honda Motor já havia previsto um prejuízo baseado em suas projeções financeiras, e esse cenário foi confirmado na última quinta-feira (14) com os números oficiais. A fabricante sofreu um prejuízo de 423 bilhões de ienes (US$ 2,68 bilhões), sendo números piores do que durante os anos da pandemia, quando a Honda decidiu se comprometer totalmente com a eletrificação e saiu oficialmente da F1 no final de 2021.

Apesar disso, no momento, esse cenário não representa risco de se repetir. Questionada pelo Motorsport.com, a empresa reforçou que a HRC não identificou qualquer impacto direto nas atividades do automobilismo após o anúncio financeiro divulgado, embora esses resultados tenham gerado diversas mudanças estratégicas no setor automotivo, incluindo a suspensão de um investimento de US$ 11 bilhões planejado para produzir veículos elétricos e baterias no Canadá.

Porém, do ponto de vista da F1, algumas dessas alterações podem até representar um cenário mais favorável para a permanência da Honda na categoria. Isso porque a fabricante japonesa também decidiu recuar em parte de suas metas anteriores de eletrificação e suspendeu temporariamente alguns de seus objetivos ligados aos veículos elétricos.

Essas mudanças estratégicas se tornam relevantes devido às discussões atuais no paddock da F1. Quando os regulamentos anteriores dos motores foram definidos, a Audi e a Honda estavam entre as maiores defensoras da eletrificação, em harmonia com suas estratégias automotivas.

Em entrevista recente ao Motorsport.com, Stefano Domenicali, o CEO da F1, admitiu que a categoria e a FIA podem ter ouvido demais as montadoras na criação do regulamento atual; porém, havia poucas alternativas disponíveis naquele momento. Atualmente, ele acredita em um cenário diferente para o futuro da F1. Domenicali defende maior equilíbrio entre eletrificação e motores de combustão interna mais potentes

Após as declarações de Domenicali, Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, foi além e afirmou que os motores V8 “definitivamente retornarão” à categoria, agora movidos por combustíveis sustentáveis. Segundo ele, a mudança pode acontecer já em 2030 e que, a partir de 2031, a FIA terá autoridade para implementar os novos motores sem depender da aprovação das entidades reguladoras do automobilismo.

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