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Fórmula 1

F1: Aston Martin insiste que está tudo bem com a Honda

Entenda por que equipe não precisa "fazer as pazes" com sua parceira de motores

4 abr 2026 - 07h27
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Foto: Divulgação / Honda

Apesar do início conturbado da temporada, Mike Krack, diretor de operações na pista da Aston Martin, insistiu que "não há problemas" entre a equipe e a Honda, fornecedora de motores.

A partir de 2026, a Aston Martin deixou de utilizar as unidades de potência da Mercedes e iniciou uma parceria com a Honda. A mudança faz parte do projeto ambicioso, impulsionado pelos altos investimentos do proprietário Lawrence Stroll, com o objetivo de transformar a equipe em uma das protagonistas da Fórmula 1.

No entanto, a decisão teve o efeito oposto. Na nova era técnica da F1, o AMR26, projetado por Adrian Newey, possui tanto falta de desempenho quanto de confiabilidade, com o motor Honda gerando vibrações que danificam as baterias e geram preocupações com a saúde física dos pilotos.

"Isso significa que a paz foi selada no universo Honda?", perguntaram a Mike Krack e ao gerente-geral da HRC na pista, Shintaro Orihara, após a corrida no Japão, na ocasião em que Lawrence Stroll foi visto cumprimentando Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Corporation, no grid de largada.

A pergunta provocou risadas em Krack. “Não havia necessidade de fazer as pazes, porque temos um bom relacionamento”, ele respondeu. “Viemos aqui, sabemos que esta é a corrida em casa do nosso parceiro”.

O diretor de pista destacou o respeito da Aston Martin pelo trabalho da Honda e afirmou que a equipe fez tudo o que estava ao seu alcance para tentar concluir a corrida diante dos problemas enfrentados. Segundo Krack, o assunto vem sendo tratado internamente de forma constante, antes e depois do fim de semana. Reforçou também que não há qualquer desgaste na relação entre as partes, garantindo que não existem problemas entre os parceiros.

O Grande Prêmio do Japão também representou uma melhora para a Aston Martin-Honda. A equipe completou oficialmente uma corrida pela primeira vez com Fernando Alonso, embora o espanhol tenha terminado em 18º lugar, 30 segundos atrás de Sergio Perez.

Sobre isso, Krack afirmou que, apesar de completar corridas ser algo que deveria ser normal na Fórmula 1, a equipe reconhece que esse ainda é um passo importante dentro do cenário atual. Segundo ele, é necessário aceitar a situação, buscar soluções e valorizar o trabalho conjunto entre a equipe na pista, a base da Honda em Sakura e a fábrica em Silverstone.

“Mas, infelizmente, assim que resolvemos nossos problemas de confiabilidade, todos se concentram apenas no desempenho”, o diretor de pista também destacou. “E, observando isso, percebemos que temos grandes passos a dar, não pequenos passos como os que demos agora em relação à confiabilidade, mas passos importantes a serem dados. Precisamos aproveitar a pausa agora para dar o primeiro passo, mas há uma montanha enorme a escalar”.

“Ninguém está comemorando, mas acho que, considerando a meta modesta que estabelecemos, alcançamos uma parte dela”, completou Mike Krack.

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