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McLaren é 3ª força, mas oscilação de Ricciardo fortalece briga inexistente com Ferrari

McLaren venceu, fez pole, vai ao pódio e é elogiada por todos. Afinal, por qual razão a distância para a Ferrari é de 7,5 pontos nesta situação do campeonato?

13 out 2021 22h02
| atualizado em 17/10/2021 às 04h17
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Daniel Ricciardo foi mal na Turquia
Daniel Ricciardo foi mal na Turquia
Foto: McLaren / Grande Prêmio

F1: OS VENCEDORES E PERDEDORES DA SEGUNDA METADE DE 2021

2021 é o melhor ano da McLaren desde a saída de Lewis Hamilton. O time voltou a vencer, voltou a ter pole-position, voltou a ir para o pódio numa periodicidade mais curta, voltou a ter respeito e aspirar a ser uma desafiante no futuro. Mesmo com tudo isso, o time de Woking carrega apenas 7,5 pontos de vantagem para a rival Ferrari na disputa pelo terceiro lugar no Mundial de Construtores. É uma briga que sequer deveria existir.

E o fator para tal diferença tem um nome: Daniel Ricciardo. Após uma sequência mágica de vitória na Itália e quarto lugar na Rússia, o australiano teve um desempenho pífio na Turquia. Caiu ainda no Q1, recebeu um motor novo e não conseguiu se recuperar ao longo da corrida, fechando em um mísero 13º lugar com o terceiro melhor carro do grid. Não é a primeira oscilação de Daniel em 2021, e por isso a distância está tão curta.

Não existem muitos motivos para reclamar do que Lando Norris tem feito até aqui na temporada. Além de quatro pódios, o piloto constantemente se coloca em posição para somar bons pontos, até mesmo em corridas no qual não é protagonista. Na Turquia, teve um dia apagado em comparação ao que fez no restante do ano e foi apenas sétimo, mas a falta de contribuição de Ricciardo é justamente o que prejudica Lando na disputa: ele não pode ter um dia ruim.

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Daniel Ricciardo não via possibilidades de alcançar Carlos Sainz na Turquia (Foto: McLaren)

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Isso porque a Ferrari se aproxima com a melhor dupla do grid. Mesmo que o equipamento não seja o mais perfeito e o time não teve tantas oportunidades de brilho como a McLaren, Carlos Sainz e Charles Leclerc conduzem o time vermelho em uma sequência absurda de regularidade. É raro ver algum dos dois fora dos pontos. Eles estão sempre lá, e trazendo para casa o máximo que conseguem. Ex-companheiro de Norris, Carlos vive ano especial, com três pódios somados e outras grandes apresentações, tal como na Turquia, quando largou ao lado de Daniel Ricciardo e escalou o pelotão até o oitavo lugar.

"Vi alguns movimentos que ele fez, ele pilotou muito bem, não vou tirar isso dele, mas pode-se dizer que ele estava pilotando com confiança, e a aderência o estava ajudando. Simplesmente não tínhamos isso. Mesmo que eu subisse cinco posições na largada e ele não, ele ainda assim subiria até os pontos. Ele simplesmente era mais rápido", disse Daniel sobre a recuperação de Sainz

Ricciardo é ótimo piloto, experiente e tem cacife de vencedor, tanto que a apresentação mágica na Itália não pode mentir, mas o australiano não pode reencontrar as dificuldades que viu na primeira metade do ano, quando além de andar atrás de Lando constantemente, oscilava ao ponto de deixar muitos pontos para trás, reduzindo o potencial que a McLaren tem.

Não deveria existir briga entre McLaren e Ferrari pelo terceiro posto da Fórmula 1. O time laranja é melhor, seja em classificação, seja em corrida e nos diferentes contextos de pistas apresentados, mas não pode correr com apenas um piloto que nem sempre será perfeito. Ricciardo precisa voltar ao jogo, e ser mais o Ricciardo de Monza, menos aquele visto em Istambul.

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