PUBLICIDADE

GP de Mônaco: a nova procissão ou a arte de gestão dos pneus

Leclerc conseguiu vencer em sua casa, mas o GP de Mônaco foi aquém do que se esperava, embora tenha sido um trabalho de gestão dos pneus

27 mai 2024 - 16h55
(atualizado às 17h49)
Compartilhar
Exibir comentários
Leclerc, Piastri e Sainz no GP de Mônaco: ritmo calibrado para fazer os pneus durarem
Leclerc, Piastri e Sainz no GP de Mônaco: ritmo calibrado para fazer os pneus durarem
Foto: Pirelli Motorsport

Um dos pontos que chamou a atenção no GP de Monaco foi como o ritmo foi muito abaixo do esperado. Já era esperado que a prova não teria tanta movimentação. Mas as circunstâncias que envolveram a corrida pioraram mais a situação.

Embora a Pirelli tenha trazido a gama mais macia de pneus e o desgaste tenha sido um pouco maior do que em 2023, já se esperava que seria feita uma única troca, atendendo ao regulamento. Assim, teríamos dois principais momentos da prova: a largada e as paradas para a troca de pneus.

Os quatro pilotos do grupo da frente (Leclerc, Piastri, Sainz e Norris) optaram por largar com os médios, enquanto as Mercedes e Verstappen sairiam com os pneus duros.  Mas a interrupção da prova dada pelo acidente de Perez com as duas Haas abriu a possibilidade de que os pneus fossem trocados e aí a obrigatoriedade da parada seria atendida...

Desta forma, todo o grid – com exceção de Sargeant – trocou os pneus para atender as regras. Com o estabelecimento da largada parada, ficou sendo esta a única forma mais dramática de decisão da corrida. Com Leclerc se colocando à frente, foi uma questão de administração.

Quadro de paradas GP de Monaco
Quadro de paradas GP de Monaco
Foto: Pirelli Motorsport

Aí que o GP de Mônaco se tornou um exercício de ampliação do uso dos pneus. Tanto com jogos de médios (C4) ou duros (C3), o andamento foi calibrado de maneira que os compostos entrassem na janela ideal de funcionamento e assim durassem até o fim. Embora a temperatura do asfalto fosse um pouco mais alta do que no restante do final de semana, a preocupação era maneirar nas freadas e ir baixando o ritmo aos poucos.

Isso levou a formação de 2 grupos, com o primeiro indo de Leclerc até Verstappen e outro sendo conduzido por Tsunoda até o fim. Com a estreiteza de Monaco e a pouca diferença de pneus, a bela procissão foi formada.

A prova de que o ritmo foi controlado vem da evolução de tempos de Leclerc e Piastri. Como pode ser visto, ambos andaram em um ritmo seguro por 40 voltas, na casa de 1:18. Tudo para não precisar parar nos boxes. Quem o fez, tendo pista limpa, conseguiu andar rápido. Valtteri Bottas foi o primeiro a parar e conseguiu fazer logo uma volta em 1:16, sendo mais rápido do que os ponteiros. Só que logo depois chegou no grupo onde estava e seu ritmo ficou restrito novamente.

Comparativo de voltas Leclerce Piastri. Como pode ser visto, os pilotos mantiveram um ritmo mais lento para levar os pneus até o final
Comparativo de voltas Leclerce Piastri. Como pode ser visto, os pilotos mantiveram um ritmo mais lento para levar os pneus até o final
Foto: F1 Tempo

E assim foi até foi até o final. Leclerc conseguiu maximizar os pontos fortes do SF24, especialmente com relação ao uso da tração e da energia e soube fazer tudo certo para obter a sua 6ª vitória na F1 e ver um monegasco triunfar em casa desde 1931 com Louis Chiron.

Parabólica
Compartilhar
Publicidade
Seu Terra












Publicidade