FIA confirma limite de quiques e flexão do assoalho a partir da Bélgica
Após reunião na última quinta-feira (14), a FIA confirmou a diretiva técnica para o GP da Bélgica. Pensando também em 2023, a entidade propôs algumas mudanças, que serão apresentadas ao Conselho Mundial de Automobilismo
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Na última quinta-feira (14), a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) confirmou que sua diretiva técnica, que contém a métrica para medir os quiques dos carros da Fórmula 1, será imposta no GP da Bélgica, entre os dias 26-28 de agosto. No entanto, antes disso, nenhuma outra medida será tomada. Nem em relação ao porpoising, nem à flexão do assoalho.
As decisões foram tomadas durante o Comitê Técnico Consultivo (TAC) da F1. A diretiva foi proposta pela entidade antes do GP do Canadá, no último mês, mas será colocada em prática apenas em Spa-Francorchamps. As equipes poderão, todavia, testar a nova métrica em seus carros com antecedência, como no GP da França, por exemplo.
"A FIA reafirmou seu forte compromisso de reduzir e, esperançosamente, eliminar o problema a curto prazo, pois é considerado uma questão de segurança significativa", disse a FIA, em comunicado.
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As mudanças serão impostas no GP da Bélgica (Foto: Alpine)
"É de responsabilidade da FIA intervir em questões de segurança. A razão pela qual os regulamentos permitem que tais medidas sejam tomadas é precisamente para permitir que decisões sejam tomadas sem serem influenciadas pela posição competitiva que cada equipe possa se encontrar", seguiu.
Ainda que as medidas sejam imediatas, a FIA também expôs sua preocupação para 2023. Com receio dos quiques serem mais incidentes, algumas outras medidas serão tomadas para o ano que vem. Mais especificamente, quatro mudanças.
A proposta é de alterar o design dos carros. As bordas do assoalho seriam elevadas para 25mm, assim como a entrada do eixo do difusor, abaixo do assoalho, também seria levantada. Além disso, um teste de deflexão mais rigoroso será adotado, e os carros terão sensores para analisar as oscilações aerodinâmicas.
O que é a AOM, métrica que a FIA pretende implantar nas próximas etapas?
A chamada Métrica de Oscilação Aerodinâmica (AOM, da sigla em inglês) pode obrigar uma equipe a ter de subir a altura do carro, já que o excesso de quiques é entendido como prejudicial aos pilotos — e sob o risco de ser excluída do GP se não cumprir a determinação.
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