F1: Nunca as equipes ganharam tanto dinheiro. Pra quê novos times?
A americana Forbes publicou matéria com uma avaliação econômica dos times da F1 e decreta: nunca se ganhou tanto dinheiro como hoje
Dias atrás, este espaço escreveu sobre o motivo das equipes e a Liberty Media não quererem que novos times entrassem na F1. Embora seja questionável, o mote é: os envolvidos querem consolidar os ganhos e depois sim abrir para novos entrantes. (ver aqui)
Os americanos da Forbes, que são especialistas em cobrir assuntos econômicos, jogam mais luz sob a questão, deixando clara a linha de ação da F1 em termos de viabilidade financeira e cada vez mais expandirem seus negócios e fazer que a atividade gere recursos para se alimentar. Ou seja: é transformar em uma máquina de fazer dinheiro. (o link original está aqui)
A publicação faz uma estimativa de dois pontos dos times em relação a este ano com base em dados passados: receitas e quanto é o lucro operacional (EBITDA – Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), ou seja, excluindo custos que não são relacionados à atividade da empresa. E aqui é o salto...
De acordo com a matéria, as equipes de F1 saíram de um prejuízo de US$ 200 milhões em 2019 para um lucro estimado de US$ 600 milhões este ano. A combinação do teto orçamentário com o aumento de receitas fez maravilhas para os cofres da categoria. Tanto que hoje é possível afirmar que um time pode ter seu orçamento em boa parte coberto com o dinheiro de premiações.
Até agora, somente a AlphaTauri apresentou publicamente seus dados contábeis de 2022. A Ferrari apresenta seus dados em conjunto e dá uma visão geral do departamento de competições. As demais, ainda se espera, embora a FIA tenha acesso aos dados desde março deste ano.
Embora se possa questionar, o atual acordo comercial foi extremamente positivo para a F1 de um modo geral. As discrepâncias ainda existem, mas são menores do que no passado e podemos dizer que todos, de alguma forma, foram atendidos.
Podemos questionar métricas e estimativas. Mas, pelo lado financeiro, os dados dão razão aos financistas. E os fãs?