F1: A tal da asa faz voar a Red Bull
DRS da Red Bull desequilibra a balança em favor dos taurinos e mostra que a preocupação com os detalhes fazem a diferença do RB19
Red Bull te dá asaaaaaas.... Nunca uma publicidade acertou tanto! Se o carro da Red Bull está voando na pista, quando o DRS é usado vira covardia.
A maneira como Max Verstappen vem fazendo fila quando se depara com um pelotão de pilotos à sua frente, seja de retardatários, seja disputando posições, é brutal.
O holandês ultrapassa com tanta facilidade que a impressão que se tem é a de que os outros carros estão com problemas.
A solução quase mágica foi encontrada pelo gênio Adrian Newey e, como tantas outras soluções geniais, é relativamente simples: ela tem as extremidades arredondadas, o que gera um efeito avassalador proporcionando velocidades superiores que vão de 4 km/h até 20 km/h dependendo da pista e do ponto.
Claro que as outras equipes não gostaram, em especial a Ferrari, mas não há nada a fazer. Está dentro do regulamento.
O que diferencia um projetista genial da população que habita o mundo da F1 é isso: encontrar soluções fantásticas e que de tão simples levam sempre a duas reações: porque não pensamos nisso antes e vamos adotar o mais rápido possível, ou seja, imitar.
Ross Brawn aproveitou uma brecha em 2009 e levou sua equipe a dominar o campeonato com o difusor duplo.
Colin Chapman criou uma imbatível Lotus em 1978 com o conceito de carro-asa.
Gordon Murray trouxe um conceito desperdiçado, o dos cobertores aquecedores de pneus, e deu a Nelson Piquet seu primeiro título em 1981.
Isso sem falar na suspensão ativa, no motor turbo, no câmbio borboleta e tantas outras soluções geniais que vieram ao longo da história da F1.
O que se espera para esta temporada pelo visto até agora é um amplo domínio dos touros com mais um campeonato para a equipe e o tri de pilotos para Verstappen.
Com a ajuda das asas da Red Bull, em todos os sentidos.