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Peso mínimo: mais um ponto de importância na F1 2026

Não bastando toda a mudança técnica, os times tem mais uma preocupação: alcançar o peso mínimo previsto no regulamento

19 jan 2026 - 19h10
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Novo regulamento da F1 traz mais uma preocupação aos times: peso minimo
Novo regulamento da F1 traz mais uma preocupação aos times: peso minimo
Foto: F1 / X

Pré-temporada da F1 é época de lançamento de uma série de notícias destinadas em boa parte para garantir os cliques e visualizações. Em outros tempos, era a mesma coisa em outros meios, mas o objetivo é o mesmo: manter a fogueira da atenção acesa.

Os lançamentos começaram, porém temos mais um festival de showcars, fotos megaproduzidas e projeções feitas por computador. Para ajudar, os testes iniciais em Barcelona, que acontecerão entre 26 e 30 deste mês, serão a portas fechadas, o que levará a mais uma torrente de notícias e muitas das vezes, conflitantes entre si.

Sem contar que as próprias marcas também incentivam os "vazamentos seletivos" ou aquelas conversas levemente alteradas para poder jogar a desinformação no ar. Afinal de contas, corrida também se vence fora da pista e comandar a narrativa é mandatório em certos momentos.

Após a discussão de motores, a ultima grande conversa é a respeito do peso mínimo. Justamente neste mesmo período, em 2022, a discussão era a mesma: tem gente que não vai chegar ao peso mínimo no inicio da temporada.

Temos que lembrar que o peso é uma das variantes de sempre na competição. Para a F1 2026, é algo mais crítico para a área técnica: os carros tiveram o entreeixos reduzido em 20cm e o peso reduzido em 30kg, considerando que a unidade de potência engordou pelo menos 35kg (de 150kg para cerca de 185kg).

Isso cria um belo desafio para as equipes de projeto, que tem de lidar com menos pressão aerodinâmica por conta de uma carroceria mais simplificada e um belo corte no efeito solo gerado pelo assoalho, além de uma distribuição de peso extremamente definida em regulamento, bem como onde pode usar o pouco lastro permitido. E não podemos esquecer das normas de segurança mais rígidas.

Um ponto ainda que pode parecer besteira, mas a FIA limitou minimamente em 55% da carroceria o uso de pintura, numa tentativa de barrar o festival de fibra de carbono visto nos últimos tempos.

A estimativa é que 10kg significariam cerca de 3 décimos de tempo em uma pista como Barcelona. Uma equipe sempre vai buscar o limite. Porém, em um projeto totalmente novo como este, mesmo com toda a referência passada, é preciso rever uma série de padrões e considerar uma restrição em relação a uso de materiais. Em um primeiro momento, alguns preferem usar uma abordagem mais segura, para depois sim fazer um emagrecimento. Podemos lembrar do caso da Red Bull, que "emagreceu" mais de 10kg ao longo de 2022. 

Chegar ao peso mínimo é uma forma de garantir velocidade, gastar menos combustível (que será mais um belo ponto de atenção este ano, já que o tanque foi reduzido em 35% em relação a 2025 e a necessidade de recarregamento das baterias também passa pelo motor a combustão) mas também pode abrir uma brecha para falhas. Normalmente, podem ser usadas camadas a menos de fibra de carbono ou um tempo de cura diferente, o que pode levar a quebras. Por isso que talvez em um primeiro momento as equipes escolham garantir a confiabilidade para depois ganhar velocidade.

Entretanto, em um momento de novidade e que todos estão buscando entender esta grande novidade que é a F1 2026, ter uma vantagem desde o início pode ser um diferencial. Em uma briga onde que pontos valem milhões de dólares, qualquer coisa a favor vale investir.

Parabólica
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