Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

F1 inicia pré-temporada esvaziada e rodeada de dúvidas, questionamentos e problemas

Com novos motores e mudanças aerodinâmicas, equipes enfrentam desafios nos testes de pré-temporada em Montmeló

26 jan 2026 - 05h42
Compartilhar
Exibir comentários

O novo regulamento da Fórmula 1 tem causado preocupações nas equipes neste início de ano. Com novos motores e uma revolução aerodinâmica, as escuderias poderão fazer mais testes do que o normal, mas os desafios são tão grandes que estão tirando a noite de sono de engenheiros, chefes e pilotos.

Nesta segunda-feira, no Circuito de Montmeló, na Catalunha, começam os testes de pré-temporada. Neste chamado shakedown de cinco dias, em apenas três as equipes poderão levar seus carros à pista. Ainda haverá outras duas semanas de atividades prévias. Entre 11 e 13 de fevereiro e 18 e 20 do mesmo mês, as equipes se reúnem em Sakhir, no Bahrein.

Mercedes apresentou o novo carro para a temporada da Fórmula 1.
Mercedes apresentou o novo carro para a temporada da Fórmula 1.
Foto: Mercedes via X / Estadão

De antemão, foi avisado à Fórmula 1 que a Williams optou por não participar dos testes de Barcelona. De acordo com a equipe de Grove, houve atrasos no projeto do carro de 2026 e a equipe buscará agilizar os processos para alcançar o seu maior potencial.

A Aston Martin e a McLaren, por exemplo, informaram que não estarão nas pistas no primeiro dia. "Queremos ter o máximo de tempo possível para o desenvolvimento do carro. Então, começaremos no segundo ou terceiro dia", explicou o chefe dos atuais campeões do mundo, Andrea Stella.

Os fãs de Fórmula 1 terão pouca ou nenhuma pista do que de fato ocorrerá na temporada 2026 nos testes de Barcelona. A grande questão envolvendo os novos carros está relacionada à confiabilidade dos motores.

No novo regulamento, os motores a combustão e elétricos serão responsáveis por partes praticamente iguais da potência total. A simplificação da composição do motor elétrico atraiu novos fornecedores para a Fórmula 1. A categoria salta de quatro para seis fabricantes de motor: Ferrari, Mercedes, Ford-Red Bull, Honda e Audi em um primeiro momento, e a GM, por meio da Cadillac, se soma ao grupo em 2029.

Por causa do grande volume de dinheiro, a Fórmula 1 é um verdadeiro laboratório para o desenvolvimento de tecnologias que poderão ser aplicadas no cotidiano das montadoras e na fabricação de carros convencionais. Um sistema complexo, com amarras e pouco espaço para reaproveitamento tecnológico afastou por mais de uma década grandes marcas, como BMW e Toyota, que está cotada para voltar à categoria em breve também. Muitas, inclusive, decidiram investir na Fórmula E, de carros elétricos.

As novas regras da F1 mudaram esse jogo.

Há ainda, em meio a este cenário, uma polêmica estabelecida a partir de informações sobre o desenvolvimento dos motores da Mercedes. Fornecedoras rivais contestam junto à FIA uma brecha encontrada pelos alemães no regulamento. As regras preveem que os motores devem ter uma taxa de compressão - que é a razão entre os volumes totais do cilindro e da câmara de combustão - de 16:1. Especula-se que a Mercedes conseguiria elevar essa razão para 18:1 durante o uso dos motores (aquecidos), momento em que, segundo o regulamento, não há fiscalização, que é feita com as unidades de potência em temperatura ambiente.

Uma das teorias aponta que a Mercedes usa como truque materiais de ligas metálicas com coeficientes de dilatação térmica distintos. Com temperatura elevada, o pistão se dilataria diminuindo o volume de folga e ampliando a taxa de compressão. Essa mudança geraria um ganho de até 10cv de potência, o que representa de dois a três décimos de segundo por volta. A Red Bull também teria conseguido desenvolver sistema semelhante, enquanto Honda, Audi e Ferrari estão revoltadas, mas não puderem reverter, até o momento, o quadro junto à FIA.

O fã de automobilismo deve ficar de olho no número de voltas que cada equipe conseguirá dar em Montmeló. Esse pode ser um sinal importante sobre a satisfação no planejamento do carro e de seus componentes. Tempo de volta, velocidade máxima e afins podem ser ignorados neste primeiro momento. Somente no segundo treino, no Bahrein, é que as coisas podem - não devem - ficar mais claras. Até a presente data, porém, há todos os indicativos para que se inicie uma nova era com os mesmos reis dos últimos 18 campeonatos.

Estadão
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade