Mercedes apresenta W17 e inaugura nova era da F1 na temporada 2026
Com o lançamento do W17, Mercedes abre a nova era sustentável e eletrificada da Fórmula 1
Com estreia do W17, equipe alemã inaugura a nova era técnica da Fórmula 1 em 2026, marcada por motores mais eletrificados, combustíveis sustentáveis e mudanças que prometem corridas mais imprevisíveis
Nesta quinta-feira (22), a Mercedes revelou oficialmente, o W17, modelo que marca a estreia da equipe alemã no novo regulamento técnico da Fórmula 1. O carro foi apresentado ao público como parte das atividades de lançamento da temporada 2026, que serão no dia 02 de fevereiro e contará com a presença de toda equipe e dos pilotos George Russell e Kimi Antonelli.
O W17 entra para a história como o primeiro monoposto da Mercedes desenvolvido integralmente sob as regras que passam a vigorar esta temporada, consideradas as mais profundas mudanças técnicas da categoria nos últimos anos. Antes mesmo da apresentação oficial do carro, a equipe já havia despertado curiosidade ao divulgar, em 19 de dezembro, o som do novo motor que equipará seus carros na nova era da Fórmula 1.
Em 2026, a Mercedes também assume o papel de principal fornecedora de unidades de potência da Fórmula 1. A fabricante alemã passou a equipar, além do time oficial, as equipes McLaren, Williams e Alpine, reforçando sua influência técnica no grid.
Motores 50-50: nova lógica de potência
O regulamento de 2026 manteve o motor V6 turbo híbrido de 1,6 litro, mas promoveu uma mudança significativa no equilíbrio entre combustão e eletrificação. A partir desta temporada, cerca de 50% da potência total dos carros passou a ser gerada pelo motor elétrico, cuja capacidade foi praticamente triplicada em relação ao ciclo anterior.
Com isso, o motor a combustão perdeu protagonismo, e o sistema MGU-H foi definitivamente eliminado. A decisão levou em conta o alto custo, o peso elevado e a baixa relevância dessa tecnologia para a aplicação em veículos de rua.
Combustíveis 100% sustentáveis
Outro marco da nova era da Fórmula 1 foi a adoção exclusiva de combustíveis 100% sustentáveis. A categoria passou a utilizar combustíveis produzidos a partir de fontes como captura de carbono, resíduos urbanos e biomassa não alimentar, alinhando o esporte aos compromissos de sustentabilidade e redução de emissões.
Russell aposta em corridas mais imprevisíveis
George Russell avaliou que o novo regulamento já trouxe impactos claros na dinâmica das corridas. Para o piloto da Mercedes, as mudanças aerodinâmicas e o uso estratégico da energia elétrica passaram a criar oportunidades de ultrapassagem em pontos inesperados das pistas.
“Você vê mais ultrapassagens, mas em trechos inusitados, em lugares onde nunca vimos isso antes. Se um piloto está com pouca bateria e o de trás tem mais carga em determinado setor, ele pode, de repente, ultrapassar em uma curva onde antes isso seria impossível”, explicou Russell.
Com o W17, a Mercedes da início a um novo capítulo de sua trajetória na Fórmula 1, apostando em inovação tecnológica, sustentabilidade e competitividade para se manter como uma das principais forças da categoria.
Testes de pré-temporada
Em razão das mudanças significativas no regulamento técnico, a Fórmula 1 definiu três etapas de testes de pré-temporada antes do início oficial do campeonato. A primeira fase será realizada de forma reservada, em Barcelona, entre os dias 26 e 30 de janeiro. Em seguida, as equipes seguem para o Bahrein, onde acontecem mais dois períodos de atividades em pista, programados para 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro.