Achávamos que a nossa Lua era única, até olharmos mais de perto: a ciência acaba de confirmar a bizarra "segunda Lua" na órbita da Terra
Pequeno asteroide orbita o Sol quase no mesmo ritmo da Terra, criando o fenômeno conhecido como "quase-lua"
A Terra pode não estar tão sozinha em sua jornada pelo espaço quanto se imaginava. Astrônomos identificaram que um pequeno asteroide, batizado de 2025 PN7, compartilha a região de órbita da Terra como uma "segunda Lua" e deve permanecer nessa posição por mais algumas décadas.
O objeto foi identificado por telescópios do projeto Pan-STARRS, operado pela Universidade do Havaí, responsável por monitorar objetos próximos da Terra. Estimativas indicam que o asteroide possui entre 16 e 49 metros de diâmetro, tamanho comparável ao de um pequeno edifício.
Embora a descoberta tenha ganhado destaque recentemente, os cálculos mostram que o corpo celeste provavelmente acompanha a Terra desde o final da década de 1950. As simulações também indicam que ele deve continuar nesse comportamento orbital até aproximadamente 2083, quando sua trajetória começará a se afastar definitivamente do planeta.
O que é a chamada "segunda Lua" da Terra
Apesar do apelido popular, o asteroide não é realmente um satélite natural como a Lua.
Na verdade, ele pertence a uma categoria de corpos celestes conhecida como quase-satélites ou quase-luas. Esses objetos orbitam o Sol, mas o fazem em sincronia com a órbita da Terra.
Esse movimento cria a impressão de que o asteroide está orbitando nosso planeta, quando na realidade ele apenas acompanha a Terra em sua volta ao redor do Sol. Em termos astronômicos, os dois corpos seguem trajetórias muito semelhantes, mantendo-se relativamente próximos por longos períodos.
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