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Brincar com cachorro fortalece vínculo emocional entre pet e tutor, diz estudo

Pesquisa concluiu que adestramento não produz mesmo efeito

28 abr 2026 - 13h23
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Brincar com o próprio cachorro fortalece o vínculo emocional entre o animal e seu tutor, concluiu um estudo da Universidade de Linkoping, na Suécia, publicado na Royal Society Open Science. Segundo a pesquisa, o adestramento não produz o mesmo efeito.

    A etóloga Lina Roth, da instituição de ensino citada, explicou que como muitos cães acabam mudando de casa ao longo da vida, isto faz com que alguns tutores percam "a chamada janela de socialização" nos primeiros estágios da vida de um filhote, que é importante para a formação de laços.

    "Portanto, brincar pode ser uma excelente maneira de construir um novo e bom relacionamento, mesmo com cães adultos", destacou Roth.

    Para explorar a relação entre brincadeiras e vínculo emocional, os pesquisadores pediram a donos de cães que respondessem a um questionário abrangente sobre seu relacionamento com o pet.

    Os tutores foram então divididos em três grupos: os que aumentaram o tempo de brincadeiras; os que intensificaram o adestramento com recompensas alimentares; e aqueles que mantiveram suas rotinas habituais.

    Após quatro semanas, os participantes voltaram a responder o questionário sobre o relacionamento com seus cães.

    Os resultados revelaram que o vínculo emocional com o cachorro melhorou com o aumento do tempo de brincadeiras: apenas alguns minutos adicionais por dia foram suficientes. Por outro lado, não houve qualquer mudança significativa nos outros dois grupos.

    Apesar de a pesquisa não ter medido diretamente a experiência dos animais, de acordo com relatos dos participantes, a brincadeira levou os cães a terem uma atitude mais positiva com seus tutores, além de uma maior iniciativa para brincar.

    "Só jogar uma bolinha [ao cachorro] não é suficiente", comentou Roth. "Como nosso objetivo era estudar a interação social entre cães e humanos, os jogos que propusemos no estudo incluíam, por exemplo, cabo de guerra, luta livre, pega-pega, esconde-esconde ou simplesmente provocar o cão com os dedos", acrescentou a pesquisadora.

    "A brincadeira não precisa durar muito tempo: o importante é prestar atenção ao comportamento do cão. Somente alguns minutos são suficientes para obter ótimos resultados", observou Roth.

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Ansa - Brasil
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