Especialista afirma que a blefaroplastia vai além da estética e resgata autoestima
Com recuperação rápida, cirurgia proporciona bem-estar físico e emocional; personalidades famosas como as atrizes Letícia Spiller e Luana Piovani já se submeteram ao procedimento
A blefaroplastia, conhecida como cirurgia das pálpebras, tem atraído cada vez mais pacientes em busca de rejuvenescimento do olhar e melhora da autoestima. Embora a principal motivação ainda seja estética, há casos em que o excesso de pele chega a comprometer a visão. "Na prática, as duas razões costumam caminhar juntas. O olhar entristecido afeta a autoestima e pode desencadear quadros de depressão, ansiedade e dificuldades de relacionamento", explica a oftalmologista Luiza Paulo Filho, especialista no procedimento.
Segundo a médica, a idade não é um fator determinante. A média dos pacientes operados por ela é de 54 anos, mas a faixa etária varia dos 26 aos 83 anos. Nos mais jovens, o olhar cansado geralmente está ligado à anatomia, como sobrancelhas naturalmente baixas. Já a partir dos 45 anos, os sinais do envelhecimento — como excesso de pele e flacidez — passam a ser as principais causas.
Apesar de ser uma cirurgia associada à beleza, Luiza lembra que as expectativas precisam ser bem avaliadas. Pessoas com perfil depressivo ou dismorfismo corporal (distúrbio caracterizado por preocupação excessiva com a aparência) tendem a se frustrar, mesmo com resultados tecnicamente perfeitos. "A blefaroplastia não muda quem você é. Ela realça a beleza natural e devolve leveza ao olhar. Bons resultados são aqueles que parecem naturais, em harmonia com o rosto", ressalta.
Pós-operatório
O pós-operatório, conforme a especialista, costuma ser simples. O paciente deve aplicar compressas geladas, usar lubrificante ocular, evitar sol e não coçar os olhos. Em cerca de sete dias, grande parte das atividades pessoais e profissionais já pode ser retomada, enquanto o inchaço e os hematomas diminuem gradualmente.
A cirurgia pode ser realizada tanto por oftalmologistas especialistas quanto por cirurgiões plásticos. No entanto, a médica ressalta que é primordial escolher um profissional experiente e que atue em ambiente seguro. "Eu só opero em hospital, com monitorização do anestesista", enfatiza.
Além da estética
Para Luiza, o impacto da blefaroplastia vai muito além da estética. Ela recorda a história de uma paciente que escolheu a cirurgia em uma data marcada por um abuso sexual sofrido 20 anos antes. "Após o procedimento, ela disse que aquele dia deixou de ser um marco de dor para se tornar um dia de renovação. Foi uma ressignificação poderosa", conta. Casos como esse reforçam a convicção da especialista de que a blefaroplastia tem um alcance profundo, como autoestima, alegria de viver e transformação da vida.
Comentários
As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.