Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mês da Hemofilia: diagnóstico precoce pode salvar vidas; entenda

Reconhecer os sinais da hemofilia e buscar diagnóstico precoce pode evitar complicações e melhorar a qualidade de vida

24 abr 2026 - 17h21
Compartilhar
Exibir comentários

Abril marca o mês de conscientização da hemofilia. A data reforça um alerta importante: identificar os sinais precoces pode fazer toda a diferença no controle da doença.

Saiba identificar os sinais da hemofilia e quando buscar acompanhamento médico
Saiba identificar os sinais da hemofilia e quando buscar acompanhamento médico
Foto: Freepik / Saúde em Dia

A condição afeta a coagulação do sangue e pode causar sangramentos prolongados ou espontâneos, até mesmo após traumas leves.

Quando não diagnosticada a tempo, a hemofilia pode evoluir para complicações mais graves.

Por que o diagnóstico precoce é tão importante?

Segundo Christiane Maria da Silva Pinto, hematologista pediátrica da Universidade Federal de São Paulo, os impactos podem ser duradouros.

"A maior parte dos sangramentos atingem articulações e músculos, provocando danos progressivos e irreversíveis, que comprometem a mobilidade e impactam significativamente a qualidade de vida", explica.

Isso acontece porque, sem tratamento adequado, os sangramentos internos podem causar lesões ao longo do tempo.

Diagnóstico ainda pode demorar

Os primeiros sinais da hemofilia podem ser confundidos com situações comuns, principalmente na infância.

Dados da Associação Brasileira de Pessoas com Hemofilia mostram que o tempo médio entre os sintomas e o diagnóstico pode chegar a cinco meses.

Em casos sem histórico familiar, esse período pode ser ainda maior.

O atraso no diagnóstico aumenta o risco de complicações. Segundo o levantamento, 71% dos adultos com hemofilia apresentam limitações de mobilidade.

Caso real mostra importância da informação

A experiência de Daniela Coelho ilustra bem esse cenário. Mãe de dois filhos com hemofilia, ela enfrentou situações diferentes em cada gestação.

O filho mais velho recebeu diagnóstico apenas após meses de sinais ignorados, como hematomas frequentes.

Já o caçula foi acompanhado desde o nascimento. Com suspeita precoce, iniciou o tratamento nas primeiras 48 horas de vida.

A diferença no tempo de diagnóstico impactou diretamente a evolução de cada caso.

Quando suspeitar de hemofilia?

Alguns sinais devem acender o alerta, principalmente em crianças.

Fique atento a:

  • Sangramentos prolongados após cortes, vacinas ou procedimentos.
  • Manchas roxas frequentes, mesmo sem traumas importantes.
  • Inchaço e dor nas articulações.
  • Histórico familiar de distúrbios de coagulação.

Diante desses sintomas, é essencial procurar avaliação médica.

Informação e acompanhamento fazem diferença

Para a Christiane, o acesso à informação é fundamental para mudar esse cenário.

"Quando famílias e profissionais sabem reconhecer os sinais precoces, o encaminhamento para centros especializados e o acesso ao tratamento ocorrem mais rapidamente, o que impacta diretamente nos desfechos clínicos", afirma.

A especialista ainda reforça que, apesar do diagnóstico ainda assustar, hoje é possível conviver com a doença com qualidade de vida.

"Com informação, acompanhamento adequado e acesso ao tratamento, é possível reduzir riscos de complicações", conclui.

Saúde em Dia
Compartilhar

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra