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Vida de Empreendedor

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De vendedor de brownie a dono de clínica de R$ 15 milhões: Conheça o médico que trouxe o Mounjaro para o Brasil

Gustavo Sá conta como o medicamento tornou sua clínica um "fenômeno", com fila de espera de seis meses e pacientes famosos

9 jun 2026 - 04h59
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Gustavo Sá, de 30 anos, é fundador do Instituto LongLife, focado em longevidade
Gustavo Sá, de 30 anos, é fundador do Instituto LongLife, focado em longevidade
Foto: Divulgação

Com apenas 30 anos de idade, o médico Gustavo Sá se orgulha de ter extrapolado as linhas da medicina e se tornado também um empreendedor. Hoje, sua clínica de emagrecimento e longevidade fatura cerca de R$ 15 milhões por ano, impulsionada, principalmente, pela febre do Mounjaro. 

Gustavo se autodenomina como o 1º médico no Brasil a utilizar o medicamento e popularizá-lo. Segundo ele mesmo conta, seus pacientes tiveram acesso ao produto antes mesmo de ser regularizado em território brasileiro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), através da importação legal.

“Mesmo uma medicação ainda não sendo aprovada pela Anvisa, você tem a possibilidade de importá-la como medicamento de caráter especial especial através da documentação legal, porque ela já foi endossada por uma grande entidade, visto que a Anvisa segue os padrões do FDA [agência regulatória dos EUA]”, conta Gustavo. 

O médico detalha que tomou conhecimento sobre a eficácia do medicamento por meio de um amigo que fez durante um intercâmbio de especialização, que trabalhava na farmacêutica Eli Lilly, que produz o Mounjaro. “Ele me disse sobre a possibilidade de importação, e eu comecei a estudar muito a medicação e comecei a prescrever para os meus pacientes”, continua Gustavo.

Com o acesso antecipado ao Mounjaro, a clínica de Gustavo, o Instituto LongLife, “explodiu”. O faturamento saltou de R$ 500 mil por mês e chegou a picos de R$ 3 milhões mensais, e, agora, tem faturamento anual de cerca de R$ 15 milhões. 

"Vinham pacientes de fora do Brasil e do Brasil inteiro. Eu recebi ali muitos políticos, cheguei a receber presidenciável dentro do meu consultório, cheguei a receber ex-presidente dentro do meu consultório, cheguei a tratar grandes nomes do empreendedorismo brasileiro. Era um fenômeno absurdo", relembra. 

Segundo Gustavo, naquela época, sua consulta tinha uma fila de espera de seis meses. "Tinham pacientes, por exemplo, do agro, que vinham nos seus próprios aviões, traziam toda a família dentro dos seus próprios aviões e pediam para que eu fechasse a clínica para que a família pudesse ser atendida naquela ocasião", afirma.

“Eu fiquei conhecido em todos os congressos médicos que eu ia. Diziam: ‘olha o menino do Mounjaro, o médico que trouxe o Mounjaro para o Brasil’. Obviamente, no meio do caminho, a gente ainda enfrenta vários empecilhos, como é o caso da falsificação das medicações, como é o caso da dinâmica de banalização do uso das medicações. Então, a gente durante todo o processo teve que se reinventar muito também até para auxiliar a população de uma maneira mais ética”, diz. 

Sobre a banalização que ele menciona, Gustavo complementa que é preciso sempre realizar uma avaliação minuciosa dos pacientes. 

“A medicina não pode deixar de ser individual. Ela não pode ser um Ctrl-C, Ctrl-V nunca, que é o que tem dado muito problema hoje em dia, não só da automedicação, como também, infelizmente, alguns profissionais abusando aí das prescrições das medicações”, afirma. 

De um grupo no WhatsApp à clínica de faturamento milionário

Gustavo conta que percebia a veia do empreendedorismo em si desde a infância, quando montou uma banca para vender limão junto com o irmão na cidade onde morava, em Minas Gerais. Depois, já na faculdade de medicina, como bolsista, recorreu à venda de brownies para custear suas despesas e ajudar a pagar seu intercâmbio em Dublin, na Irlanda.

“Por ironia do destino, não era nada fit os brownies que eu vendia. Cheguei a ter seis pessoas junto comigo distribuindo o brownie pela faculdade e depois pela cidade”, relembra.

Ainda na graduação, Gustavo já se via alinhado ao universo de bem-estar e criou uma liga estudantil voltada para medicina do esporte e nutrologia. Através da liga, os estudantes orientavam pessoas que não tinham condições de buscar por médicos da área.

“A gente dava várias orientações ali, e quando me dei conta, já tinha dentro do grupo atleta profissional de ciclismo, por exemplo. Quando eu percebi isso, eu falei, ‘meu Deus, tomou uma dimensão muito grande, eu ainda estou na faculdade e acho que tem muito a fazer ainda’”, conta.

Depois de se formar, em 2020, Gustavo teve uma carreira breve de atendimentos em hospital. Em 2022, ele fundou o Instituto LongLife oficialmente. 

Em seu currículo há uma pós-graduação em nutrologia e, segundo ele, cursou matérias específicas no exterior, no Hedi Chaker Hospital, em medicina do esporte e em saúde da longevidade humana e envelhecimento saudável.

Fonte: Portal Terra
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