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Como a Espaço Facial transformou harmonização facial acessível em uma rede de R$ 135 milhões

Rede de estética que tem Márcio Garcia e Débora Secco como sócios quer ampliar presença nas regiões Centro-Oeste e Nordeste

10 jun 2026 - 04h59
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Espaço Facial quer expandir para o Nordeste e Centro-Oeste do País
Espaço Facial quer expandir para o Nordeste e Centro-Oeste do País
Foto: Divulgação

Foi com o lema de "levar harmonização facial para todo mundo" que a rede de estética Espaço Facial chegou a números impressionantes e a projeção de contínua expansão. Fundada em 2019, a marca já possui 54 unidades em operação, outras 12 em processo de abertura e a expectativa de ultrapassar 80 unidades funcionando até o final do ano. 

Em 2025, o faturamento foi de R$ 75 milhões. E, para o final de 2026, a projeção é ainda mais otimista, com a previsão de chegar aos R$ 135 milhões. 

“O nosso tíquete médio fica em torno de R$ 900. Se você for comparar com outras marcas concorrentes nossas, o nosso tíquete é mais baixo. Mas desde o início, a nossa proposta, como era democratizar o acesso à classe C e classe B aos procedimentos estéticos, a gente realmente pensou em fazer tudo, desde a estrutura até o investimento, mais enxuto que das outras marcas”, explica André Rautt, dentista e um dos quatro sócios-fundadores da Espaço Facial, que funciona no modelo de franchising. 

Além de André, outras duas dentistas estão por trás da criação da rede: Carine, sua esposa, e Vanessa Farias, esposa de Reginaldo Duarte, que já era empresário. Ele também entrou na sociedade, agregando sua expertise na área do varejo ao conhecimento dos três profissionais de saúde. 

Para os sócios, mesclar a oferta de um serviço ao modus operandi do varejo foi justamente um dos grandes diferenciais para crescimento da rede. “A filosofia do varejo a gente colocou dentro da Espaço Facial. A gente faz o cliente consumir mais vezes dentro do mesmo período”, diz Rautt. 

Da esquerda para a direita: Reginaldo Duarte, Vanessa Farias, Carine Amaral e André Rautt
Da esquerda para a direita: Reginaldo Duarte, Vanessa Farias, Carine Amaral e André Rautt
Foto: Divulgação

Reginaldo Duarte resume que a intenção do negócio é que todos os clientes interessados em realizar procedimentos estéticos saiam de lá tendo experimentado pelo menos algum e não desistido por preços altos ou tratamentos acima do esperado. Ele explica que até mesmo a identidade visual da marca foi pensada para agregar todos os públicos.

“Nós não podíamos fazer uma clínica em que a classe A não sentisse que estava entrando em um local em que não se sentia confortável e nem que a classe C olhasse para o nosso negócio e falasse ‘aqui não me cabe, aqui eu não suporto pagar’. Então, a gente teve que achar um equilíbrio até na hora de desenhar a nossa unidade”, afirma. 

Com esse equilíbrio, a rede adquiriu uma boa capilaridade, com unidades de sucesso em locais que vão de bairros nobres como Alphaville, em São Paulo, até de classes mais baixas, como Alcântara, em São Gonçalo.

Atualmente, além dos sócios-fundadores, os atores Márcio Garcia e Débora Secco também são sócios da marca. A parceria com os artistas começou no final de 2021, e a presença deles vai muito além do papel de garotos-propaganda. 

“Eles são fundamentais porque nos dão muita credibilidade. Eles falam mesmo em todas as entrevistas que vão dar que não são embaixadores da marca, são sócios porque acreditam na gente”, diz Faria.

Expansão para cidades do interior

A Espaço Facial já é uma marca consolidada, principalmente, no Rio de Janeiro, onde foi criada. Agora, os sócios estão empenhados na expansão das lojas para cidades do interior do Brasil, que devem servir como pólos de consumo para microrregiões. 

Faria lista algumas cidades com pouco mais de 100 mil habitantes em que há unidades da marca em processo de abertura. Segundo os sócios, estudos de viabilidade indicam que o ideal seria haver uma clínica a cada 70 mil habitantes, mas esse número pode variar.

“Às vezes você vai para uma cidade que tem um número de habitantes menor, mas ela tem uma renda per capita maior, tem o IDH maior, então tem uma possibilidade de venda muito maior às vezes do que em uma cidade com mais habitantes. A gente acaba avaliando isso caso a caso”, diz André Rautt. 

Em cidades do interior, o custo de implantação de uma unidade da Espaço Facial costuma ser menor. “Uma unidade em Rio das Ostras, por exemplo, chega a ser 25% mais barata do que uma na capital fluminense", explica Rautt. 

"Além disso, o cliente do interior não quer mais se deslocar por horas até a capital para acessar serviços especializados. Ele quer excelência e tecnologia perto de casa", complementa.

Além da expansão para cidades de menor porte, o foco da rede agora também é aumentar o número de clínicas nas regiões Centro-Oeste e Nordeste. Na última semana, inclusive, foi negociada a abertura de três lojas em Belém, no Pará, que mesmo não sendo o objetivo da expansão atual, serão as primeiras na região Norte.

Para investir em uma franquia da Espaço Facial, o investimento mínimo gira em torno de R$ 270 mil. A franqueadora estima que o retorno comece entre 12 e 18 meses, com faturamento médio mensal de R$ 150 mil. 

Fonte: Portal Terra
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