O empresário de 25 anos que quer tornar assessoria de viagens e milhas em serviço essencial à classe alta
Caio Nascimento criou negócio que gerencia milhas de empresários, com 350 clientes ativos atualmente e ticket médio de R$ 10 mil por ano
Aos 25 anos, o empresário Caio Nascimento tem uma meta clara e alta de vida: quer tornar o serviço que ele presta, de assessoria de viagens e milhas, como essencial para pessoas da classe alta. Atualmente, a empresa fundada por ele tem mais de 350 clientes ativos, que gastam em média R$ 10 mil por ano.
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“Hoje, todo mundo tem essa consciência, que chega uma hora que tem que ter uma contabilidade ou uma equipe jurídica. Então, eu quero que o empresário tenha consciência de que, se ele está neste momento, ele também tem que ter uma empresa para cuidar das viagens dele. Não é só sobre economia financeira, mas economia de tempo”, afirma.
A sacada de Caio veio da sua própria experiência com milhas. Ele conta que largou a faculdade para dar conta da demanda enquanto vendedor em uma agência de viagens de formatura quando, na pandemia, ficou desempregado. Com tempo livre, ele encontrou um curso de vendas que, junto, vinha um curso de milhas.
“Eu vi que dava para comprar com milhas mais barato. Aí, eu comprei o curso, aprendi, comecei a ganhar dinheiro com milhas, comprei meu iPhone, que era um sonho, comecei a vender iPhone, e depois eu fui ensinar”, conta.
Caio passou a dar curso para outras pessoas de como usar as milhas e, nessa trajetória, se conectou com pessoas muito influentes. Com 19 anos, o jovem estava dando palestras sobre o assunto.
Mas Caio se lembra de que toda vez que falava sobre milhas com pessoas de classes mais altas percebia que elas não tinham interesse ou tempo de aprender.
“E aí, eu pensei, ‘por que a gente não tem um assessor de investimentos só que para milhas? Para esse quesito de viagens’. Eu pesquisei no mercado, não achei nada. Falei, ‘eu vou começar a fazer isso aí’. E aí eu comecei a fazer de algumas pessoas. E aí o negócio foi ficando sério”, diz.
Daí, em 2023, surgiu a empresa Travel Legacy, somente com Caio na operação, que conquistou 60 clientes. Depois, ele investiu em ensinar pessoas interessadas no serviço e convidou alguns desses alunos para serem seus sócios. A operação foi crescendo e eles decidiram comprar a agência de viagens uGoo, para aproveitar o posicionamento da marca no mercado.
Caio diz que não pode divulgar a informação de quanto custou a operação de compra da agência, mas detalha que a uGoo possuía cerca de 50 clientes ativos, com tickets de R$ 15 a R$ 18 mil por ano, e que serão mantidos na cartela nesta nova fase. O empresário também explica que com a aquisição da marca, a Travel Legacy foi encerrada.
Atualmente, a empresa conta com quatro sócios e oito colaboradores. A meta de Caio é atingir a marca de mil clientes ativos sem precisar aumentar o número de funcionários, investindo em tecnologia.
“A nossa diferença para uma agência é que o modelo de negócio de uma agência de viagem é lucrar com a venda da passagem. Na nossa empresa, o foco é lucrar com o serviço anual, com a assinatura, e a partir disso a gente vai buscar as melhores condições para você, de acordo com a realidade.E no meio disso também fazer toda a gestão de milhas ali da pessoa”, explica.
Ele exemplifica que um dos serviços ofertados é a consultoria de cartão de crédito para indicar qual é o melhor para aquela pessoa fazer o acúmulo de milhas. Mas, em todos os casos, o empresário recomenda um gasto mínimo de R$ 30 mil por mês para ser um cliente da empresa.
Além disso, Caio explica que o serviço é ideal para quem viaja muito, não só a lazer, mas também a trabalho, e que paga pelas próprias viagens.
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