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DF quer acesso a dados fiscais do Master para pedir restituição de rombo no BRB

Segundo o DF, Master foi usado para a prática de delitos, e por isso o patrimônio do banco é passível de 'restituição imediata'; PF vê indícios de que o BRB negociou a transferência de R$ 12,2 bi na compra de 'ativos podres'

11 set 2026 - 11h52
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Resumo
O governo do Distrito Federal solicitou ao STF acesso aos dados fiscais e bancários do Banco Master e do Fundo Reag para rastrear recursos do BRB e pedir a restituição do prejuízo. Investigada por fraude após veto do Banco Central, a negociação previa repasses de R$ 12,2 bilhões pelo BRB por ativos podres do Master, resultando na prisão do ex-presidente do banco estatal. Paralelamente, o DF tenta obter aval da União para um empréstimo de socorro de até R$ 6,6 bilhões via FGC para salvar a instituição.

BRASÍLIA - O governo do Distrito Federal (DF) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso às quebras dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master e do Fundo Reag Investimentos. O objetivo é identificar os recursos "subtraídos" do Banco de Brasília (BRB) na tentativa de compra do Master e pedir a restituição dos valores.

A Polícia Federal (PF) vê indícios de que o BRB negociou a transferência de R$ 12,2 bilhões ao Master na compra de "ativos podres" do banco de Daniel Vorcaro. O tamanho do rombo financeiro para as contas públicas do DF ainda é desconhecido.

A operação foi rejeitada pelo Banco Central (BC) e hoje é investigada pelo Supremo por fraude. O presidente do BRB na época, Paulo Henrique Costa, está preso preventivamente.

PF vê indícios de que o BRB negociou a transferência de R$ 12,2 bilhões ao Master na compra de 'ativos podres' do banco de Daniel Vorcaro
PF vê indícios de que o BRB negociou a transferência de R$ 12,2 bilhões ao Master na compra de 'ativos podres' do banco de Daniel Vorcaro
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil / Estadão

Na petição apresentada na última quinta-feira, 10, ao Supremo, o DF aponta "indícios e evidências (...) de que crimes foram perpetrados em desfavor do Banco Regional de Brasília". Segundo o DF, o Master foi usado para a prática de diversos delitos, e por isso o patrimônio do banco é passível de "restituição imediata".

Para tentar socorrer o BRB, o DF foi ao Supremo para obrigar a União a avalizar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O governo de Celina Leão (PP) chegou a fechar um acordo com a União que previa a garantia dos grandes bancos, mas a operação enfrentou obstáculos e não avançou.

Estadão
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