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Vida de Empreendedor

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Casal cria cafeteria através de 'chamado' e mira faturamento de R$ 8 milhões para 2026

Tamiris e Bruno Fidelis fundaram o Justo Café em 2018 na cidade de São Gonçalo e hoje trabalham na expansão da marca pelo Rio de Janeiro

2 jun 2026 - 04h59
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Tamiris e Bruno Fidelis montaram o Justo Café em meio a um momento conturbado do relacionamento dos dois
Tamiris e Bruno Fidelis montaram o Justo Café em meio a um momento conturbado do relacionamento dos dois
Foto: Divulgação

Para os céticos, o casal Tamiris e Bruno Fidelis tiveram uma intuição que os levaram a investir no ramo de cafés, lá em 2018. Para eles, que são religiosos, o que aconteceu foi um "chamado". Seja por qualquer um dos nomes, o fato é que o casal decidiu migrar para o empreendedorismo e abrir uma loja de café apenas com a sensação de que iria dar certo. E deu. Hoje, eles faturam R$ 5 milhões ao ano, com projeção de chegar a R$ 8 milhões ao final deste ano. 

Na verdade, Tamiris já era empreendedora desde sempre. Vinda de uma família dona de um restaurante self-service em São Gonçalo (RJ), ela sempre se sentiu confortável no ramo alimentício. A maior mudança foi para Bruno, que decidiu largar a carreira de sucesso que estava construindo em uma empresa porque precisava de tempo para se dedicar à família -- e foi no negócio próprio que os dois encontraram a solução.

"Eu viajava muito, era muito dedicado ao meu trabalho, estava em ascensão na minha carreira. Quando, de repente, as coisas que estavam tendo sucesso na vida profissional, mas na vida pessoal, familiar, estavam um pouco desmoronando, exatamente pela essa ausência de tempo", conta Bruno.

Ele lembra que não conseguia acompanhar o crescimento do filho por causa da rotina e o relacionamento com Tamiris estava desgastado. Os dois decidiram, então, abrir uma empresa. Usaram os R$ 70 mil que tinham, vindos da rescisão de Bruno e outras economias, para investir na abertura da primeira loja do Justo Café. 

Da primeira loja ao modelo de franquia

Tamiris conta que a maior parte daqueles R$ 70 mil iniciais foi usado para construir o ambiente do Justo Café. "A gente decidiu que seria um lugar em que as pessoas se sentiriam atraídas para estar, então a gente investiu muito em arquitetura, iluminação. Basicamente todo orçamento que tínhamos investimos em ambiente", afirma. 

Hoje, ela acredita que essa foi uma das decisões mais importantes para impulsionar o crescimento da marca. "Apesar de ser região metropolitana e uma cidade populosa, São Gonçalo carecia dessas coisas. Os moradores sempre saíam de São Gonçalo para ir até Niterói tomar um café ou até o Rio de Janeiro", diz Tamiris.

A primeira unidade da loja foi aberta em agosto de 2018. Poucos meses depois, ainda em dezembro daquele primeiro ano, a empresa já registrava um faturamento de R$ 168 mil. 

"Eu acho que o crescimento foi muito rápido, porque a gente resolveu um problema. A cidade não tinha um local desses para as pessoas frequentarem. Era muito subestimada. Então, quando a gente traz algo assim disruptivo, um ambiente totalmente diferente, um produto que eles não viam ali, acho que foi essa prestação de serviço, produto, ambiência, o conjunto das coisas que fizeram, de fato, esse sucesso", considera a empresária.

Tamiris ainda complementa que a loja, realmente, foi um sucesso desde o início. "A gente não fazia força para vender, a venda acontecia pela entrega que a gente tinha", diz. 

Com as vendas indo de vento em popa, o casal decidiu expandir. Começaram por uma segunda loja própria, mas logo viram que podiam migrar para o modelo de franchising. Atualmente, há cinco lojas do Justo Café, em cidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Em breve, a meta é chegar até a capital fluminense.

"A gente preza muito pelo suporte bem feito, por manter o padrão Justo. Por isso, a gente pensa em uma expansão espiral", afirma Tamiris, ao explicar o motivo de não quererem expandir para fora do Estado do Rio, por enquanto. 

Para se tornar um franqueado, o investimento começa em R$ 300 mil, para lojas que vão desde 60 metros quadrados a 100 metros quadrados. Já o faturamento médio mensal gira em torno de R$ 150 mil. Até o final deste ano, está prevista a abertura de mais três unidades na marca.

Agora, com a experiência que adquiriram, Tamiris e Bruno estão à frente de um outro projeto: o Justo Café e Negócios, voltado para empreendedores de São Gonçalo, onde a marca nasceu. Segundo a empresária, a ideia do projeto é retribuir pelo sucesso que o negócio teve.

"Foi difícil no início da nossa jornada, empreender sem saber, sem ter networking, sem de fato ter uma bagagem. Então, esse movimento que a gente está criando é um movimento para servir a cidade de São Gonçalo e esses pequenos empreendedores que têm muitos desafios pelo quais a gente já passou", afirma.

Fonte: Portal Terra
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