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Veja como funciona 'golpe do doce' que fez clientes gastarem até R$ 300 e viralizou durante feira no Ceará

Vítimas usaram as redes sociais para relatar cobranças abusivas por pedaços de doces em um estande na Expocrato

18 jul 2026 - 09h55
(atualizado às 10h24)
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O "golpe do doce" viralizou no TikTok durante a feira da Expocrato, no Ceará
O "golpe do doce" viralizou no TikTok durante a feira da Expocrato, no Ceará
Foto: Reprodução/TikTok

As redes sociais foram tomadas nos últimos dias por vídeos de clientes indignados após terem sido vítimas do suposto "golpe do doce". Pessoas que visitaram a Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato), no Ceará, denunciam que uma barraca de doces estaria fazendo cobranças abusivas em pedaços de doces vendidos a quilo. 

Uma usuária do TikTok, identificada como Samiryan Meneses, compartilhou que visitou a feira no primeiro dia da exposição e que ao avistar a banca de doces foi induzida a uma funcionária a experimentar vários sabores. No vídeo feito por ela, é possível ouvir a mulher oferecendo doce de graça apenas em troca do "sorriso" da cliente. 

Depois, a jovem corta para o momento em que aparece com três pedaços de doce na mão, que, segundo ela, custaram ao todo cerca de R$ 300. Ela mostra que na barraca havia uma placa informando que 100 gramas de doce custa R$ 19,90, mas que só descobriu o peso final de seus doces depois de terem sido pesados. 

O relato de Samiryan se somou ao de vários outros consumidores, que decidiram apelidar a situação de "golpe do doce". Após a repercussão do caso, o Ministério Público do Ceará, por meio do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), realizou uma ação de fiscalização no estande da Doceria de Leites para apurar as irregularidades. 

@samiryan_ Fui no 1º dia da Expocrato e sem querer vivi o meme da barraca de doce antes dele existir. Kkkkkkk🤡 #expocrato ♬ الصوت الأصلي - •

"A fiscalização verificou que os preços não estavam exibidos de forma clara e os produtos não tinham indicação de tamanho ou peso, então os clientes compravam as porções dos doces sem saber quanto custaria", disse o MP em nota. 

“Exemplificando, o adequado é a pessoa ver um produto e saber o que corresponde a 100g para pedir um tamanho parecido a ser pesado. É diferente quando a pessoa, apenas no ‘olhômetro’, pede o corte do doce. Em compras presenciais, o consumidor não é obrigado a finalizar a compra em todas as circunstâncias, ainda mais quando perceber inconsistências, como é o caso das dúvidas geradas por produtos vendidos por peso, seja por quilo ou por grama”, explicou o promotor de Justiça Thiago Marques.

O dono da Doceria de Leites, que é original de Minas Gerais, fez um vídeo de esclarecimento sobre a situação e negou haver golpe. 

"A gente explica muito bem direitinho que o doce custa R$ 19,90 a cada 100 gramas, é R$ 199 o quilo. E a pessoa realmente tem a liberdade de escolher a fatia que ela quer levar para casa. Ela vai escolher, porque não tem como a gente mensurar numa barra de 25 quilos uma fração de 100 gramas exata", disse. 

"A gente explica que, depois de cortado, a gente não consegue voltar o doce. Não que a gente não possa voltar, mas é porque quando volta esse pedaço eu não posso mais trabalhar com ele. A vigilância sanitária me instruiu a esses pedaços eu não poder dar nem de prova", complementou o homem, que se identificou apenas como Fausto.

Segundo ele, a doceria acabou ficando com vários pedaços que foram devolvidos por clientes que desistiram da compra e que não pode vender nem oferecer como prova. 

Fonte: Portal Terra
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