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Copa do Mundo da Fifa 2026

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Sobe para 164 números de sites fraudulentos com álbum de figurinhas da Copa 2026

Sites estão sendo usados em golpes no México, Brasil, Portugal e toda América Latina, além de alguns serem direcionados apenas a brasileiros

28 mai 2026 - 12h02
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Sites imitam informações de lojas oficiais para passar credibilidade
Sites imitam informações de lojas oficiais para passar credibilidade
Foto: Reprodução/Kaspersky

Em menos de um mês, subiu de 20 para 164 o número de sites fraudulentos que utilizam a venda de figurinhas do álbum da Copa do Mundo 2026 como isca para golpes virtuais. Os dados são da empresa de cibersegurança Kaspersky, sendo o primeiro levantamento do dia 23 de abril e o segundo até o dia 20 de maio. 

Segundo a empresa, todos os domínios maliciosos continham o nome "Panini", "Futebol", "Copa" e "Album". Esses sites estão sendo usados em golpes no México, Brasil, Portugal e toda América Latina, além de alguns serem direcionados apenas a brasileiros.

Polícia do Rio apreende 200 mil figurinhas falsificadas do álbum da Copa do Mundo de 2026:

Os endereços reproduzem layout, identidade visual e etapas da jornada de compra do produto oficial, confundindo os usuários e aumentando as chances de sucesso do esquema.

Esses sites mostram opções com preços muito abaixo do mercado, ou ofertas que parecem imperdíveis, com diversas opções de produtos como álbuns de capa dura, pacotes de figurinhas com quantidades diversas e até combos de pacotes de figurinha com álbum.

Em algumas páginas, é possível encontrar ofertas falsas de 10 pacotinhos de figurinhas por R$ 34,90. O valor de um pacotinho oficial é de R$ 7, segundo anunciado pela Panini, editora do álbum.

Ainda de acordo com a Kaspersky, em algumas das páginas, o rodapé chega a incluir "Central de Atendimento", um e-mail de contato e até um CNPJ e endereço. Tais elementos passam falsa credibilidade aos consumidores. 

Na etapa de pagamento, as vítimas são direcionadas ao PIX, geralmente encaminhando os valores para contas de “laranjas”, um modus operandi já conhecido. Após a transferência, o dinheiro costuma ser rapidamente pulverizado em diversas contas, dificultando a recuperação dos valores pelas vítimas.

Outra variação do golpe identificada na América Latina foi observada na Colômbia, com dois possíveis vetores iniciais de disseminação: por meio de mensagens em aplicativos como o WhatsApp e por anúncios em redes sociais, como o Instagram.

Veja algumas dicas para se proteger:

  • Use apenas canais oficiais: acesse o site de venda dos álbuns digitando o endereço diretamente no navegador e evite clicar em links recebidos por redes sociais, e-mails ou mensagens;
  • Verifique o domínio do site: pequenas variações no endereço podem indicar páginas falsas; 
  • Configure alertas de consumo no seu banco: receber notificações imediatas por SMS ou e-mail permite que você tenha controle sobre cada movimentação feita com seu cartão. Dessa forma, qualquer cobrança não autorizada pode ser detectada rapidamente. 
Fonte: Portal Terra
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