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Governo dos Estados Unidos acredita que empresas americanas são ‘restringidas’ pelo Pix

Ao explicar o tarifaço, funcionário da Casa Branca alega que sistema de pagamentos brasileiro recebe tratamento especial

16 jul 2026 - 07h47
(atualizado às 08h33)
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Governo dos Estados Unidos acredita que empresas americanas são ‘restringidas’ pelo Pix
Governo dos Estados Unidos acredita que empresas americanas são ‘restringidas’ pelo Pix
Foto: Leo Souza/Estadão / Estadão

O governo dos Estados Unidos acredita que o Pix é uma ameaça competitiva às empresas do país, já que o sistema de pagamentos brasileiro receberia “tratamento especial” por ser operado pelo governo do Brasil. Nesta madrugada, os EUA aplicaram uma sobretaxa de 25% ao Brasil por supostas práticas desleais de comércio. 

Em comunicado, um funcionário de alto escalão da Casa Branca explicou a decisão. “Não estamos pedindo ao Brasil para se livrar do Pix, sabemos que é importante para o Brasil, e está tudo bem. O que não queremos é uma situação em que empresas americanas são forçadas a anunciar o Pix ou são restringidas pelo Pix, e o Pix receber tratamento especial”, declarou, segundo o jornal O Globo.

“A propriedade e a operação (do Pix) é do governo. Queremos que o Pix compita com as empresas americanas na mesma base local. Todas as coisas que estamos pedindo não são surpreendentes”, completou.

Segundo as regras da Casa Branca, não é permitido identificar o funcionário que deu a declaração. Em conversa com jornalistas, ele teria dado esclarecimentos prévios ao anúncio oficial das medidas.

A sobretaxa de 25% dos EUA sobre o Brasil começa a partir do dia 22 de julho. A decisão foi tomada após a  investigação da Seção 301 pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). A investigação tratava de acusações sobre supostas práticas desleais de comércio.

"A proteção dos interesses econômicos dos Estados Unidos contra práticas comerciais desleais é a base das políticas America First do presidente (Donald) Trump. Seja ao punir empresas de tecnologia americanas por se recusarem a censurar discursos políticos, ao retroceder na aplicação das leis anticorrupção ou ao permitir que agricultores brasileiros explorem terras desmatadas ilegalmente para obter vantagem sobre os agricultores americanos, as práticas comerciais desleais do Brasil têm impedido que trabalhadores e produtores dos EUA tenham acesso a esse importante mercado de mais de 210 milhões de consumidores”, disse o embaixador Jamieson Greer, representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).

A imposição de novas tarifas acontece após uma investigação que apurava se o Brasil adotaria práticas que prejudicam o comércio americano, como o uso do Pix, o desmatamento ilegal e a dificuldade dos EUA em ter acesso ao mercado de etanol brasileiro.

As exceções ao tarifaço são a carne, suco de laranja, terras rara, café, componentes para a indústria aeronáutica, entre outros. A lista tem 864 exceções.

Fonte: Portal Terra
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