Secretário de Estado de Trump ataca Lula e diz que Brasil 'não negociou com os EUA de boa-fé'
Marco Rubio afirmou que o presidente brasileiro colocou o seu ego à frente de um acordo
A disputa política em meio ao novo tarifaço dos EUA aos produtos brasileiros ganhou um capítulo a mais. Logo após o anúncio da decisão, Marco Rubio, secretário de Estado de Donald Trump criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e as práticas do governo brasileiro.
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"Hoje, o Presidente Trump determinou que o USTR imponha uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras. Não haja confusão sobre o motivo: o Presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé. Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros", escreveu na rede social X.
"No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso", completou.
Today, President Trump directed USTR to impose a 25% tariff on most Brazilian imports. Let there be no confusion about why: President Lula and his government have not negotiated with the US in good faith.
His economic policies are bad for Americans and bad for Brazilians. For…
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) July 16, 2026
A publicação do USTR trouxe uma lista de itens isentos da tarifa de 25%, incluindo carne bovina, café, laranja, suco de laranja, partes para a fabricação de aviões, petróleo e celulose. Outros produtos básicos brasileiros com peso relevante na inflação americana também foram deixados de fora da taxação, sob a justificativa de que “não são produzidos no país”, o que fez com que a lista de exceções crescesse em comparação com a publicada de maneira preliminar em junho.
De acordo com o comunicado, a nova tarifa é resultado de uma investigação e que concluiu que algumas práticas brasileiras são são descabidas e oneram ou restringem serviços dos Estados Unidos. Entre os motivos apresentados estão o Pix, a corrupção e o desmatamento ilegal.
“A ação de hoje é necessária para combater essas práticas comerciais desleais e garantir que trabalhadores e empresas americanas possam competir em igualdade de condições. As extensas negociações com o Brasil ao longo do último ano não resolveram essas questões, mas continuamos abertos a negociações contínuas com o Brasil para promover as mudanças necessárias nos problemas identificados nesta investigação”, declarou Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
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