Ele 'transformou' mesada do pai em venda de água no sinal aos 13 anos e hoje comanda escritório de advocacia
Bruno Durão confessa que nunca passou por necessidade, mas teve a ideia de trabalhar como ambulante pelo dinheiro extra
Há quem diga que algumas pessoas nasceram com o dom de empreender correndo pelas veias --e esse pode ser o caso de Bruno Durão. Hoje, aos 41 anos, advogado e dono do escritório Durão, Almeida & Pontes Advogados Associados, ele deve muito do que se tornou ao garoto de uns 13 anos de idade que decidiu vender água na sinaleira só porque viu ali uma oportunidade de negócio.
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Filho de um comerciante e de uma professora da rede municipal, Bruno nunca chegou a passar necessidade, mas estava longe de ser rico. Ele morava na comunidade dos Jesuítas, no bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. Quando era criança, a região era passagem para quem ia passar férias no litoral sul do Estado. Vendo o engarrafamento que se formava aos finais de semana e feriados, se juntou com um primo para vender água aos motoristas.
“Eu era de uma família muito humilde, então não tinha muitas condições, mas nunca me faltou nada, comida, nada. Eu vi mesmo a oportunidade de ganhar mais, naquela época eu recebia mesada do meu pai, não era grande coisa, muito pouco, hoje em dia deve ser algo como R$ 50 por semana. E eu vi uma oportunidade de poder fazer um faturamento a mais. Para poder comprar uma roupa melhor, um tênis melhor”, relembra.
Depois, cresceu e se formou em Direito. Com o diploma em mãos, Bruno começou a advogar ali no bairro mesmo, onde começou a criar a reputação. Mas em duas ocasiões ele teve a sala em que trabalhava invadida e seus equipamentos eletrônicos furtados. Foi quando decidiu que precisava se mudar.
“Viemos para a Barra da Tijuca. Começamos com um escritório pequeno, três pessoas, fomos evoluindo, evoluindo, pegando uma sala primeiro de 60 metros quadrados. Depois, a equipe cresceu bastante, eu já estava com uma determinação de ter mil colaboradores, de ajudar mil famílias aqui na Terra. A gente foi crescendo, pegando uma outra sala, colocava mais 20 pessoas nessa outra sala, depois outra sala em outro andar, chegando a ter 14 salas ocupadas nesse prédio”, conta.
Segundo Bruno, essa construção de seu nome no mercado aconteceu naturalmente, com o bom e velho boca a boca. "Os clientes começaram a surgir principalmente por indicação. Um cliente indicava para outro, que indicava para outro, e assim fomos construindo credibilidade. Também teve muito networking, presença em eventos, relacionamento profissional e constância."
"Não aconteceu uma virada específica de um dia para o outro, foi uma construção diária que acabou levando naturalmente à necessidade de um espaço maior e de uma equipe mais estruturada", complementa.
Esse é o resumo até o momento atual, em que a sede da Durão & Associados no Rio ocupa um espaço de 2.800 metros quadrados, também na Barra da Tijuca.
Além do Rio de Janeiro, o escritório possui mais 11 filiais físicas e projeção de chegar a todas as capitais do Brasil até o final deste ano. Ao todo, são 900 colaboradores envolvidos.
A expectativa com relação ao faturamento também é grande: atualmente, o número anual está em R$ 43,2 milhões ao ano e lucro líquido de R$ 21,6 milhões. Durão afirma que está prevista uma margem de crescimento de 150% ao ano no lucro do escritório com a expansão pelas capitais, chegando a R$ 337 milhões daqui a três anos.
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