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Reino Unido inicia análise da fusão de US$ 111 bilhões entre Warner e Paramount

Autoridade de Concorrência e Mercados tem até 7 de agosto para divulgar sua decisão na fase 1 da investigação

9 jun 2026 - 16h52
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A Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA, na sigla em inglês) do Reino Unido anunciou nesta terça-feira, 9, o início da análise da fusão entre a Warner Bros. Discovery e a Paramount Skydance Corporation, avaliada em US$ 111 bilhões.

O órgão regulador tem até 7 de agosto para divulgar sua decisão na fase 1 da investigação, embora o prazo possa ser prorrogado em circunstâncias específicas e limitadas, que não foram detalhadas.

Essa etapa inicial consiste em uma análise preliminar para verificar se a operação apresenta riscos significativos à concorrência. Caso a CMA conclua que há preocupações relevantes, o caso será encaminhado para a fase 2, uma investigação mais aprofundada, que pode durar até cinco meses.

Fusão entre Paramount Skydance Corporation e Warner Bros. Discovery é avaliada em US$ 111 bilhões
Fusão entre Paramount Skydance Corporation e Warner Bros. Discovery é avaliada em US$ 111 bilhões
Foto: Paramount/Warner/Reprodução / Estadão

As partes interessadas tiveram entre 13 e 27 de abril para enviar manifestações iniciais sobre a operação, no que representou a primeira etapa do processo de coleta de informações da CMA. Segundo o órgão, durante esse período, qualquer interessado pôde apresentar comentários sobre a transação.

A fusão foi aprovada pelos acionistas da Warner em abril, em um acordo que prevê o pagamento de US$ 31 por ação. Incluindo dívidas, o negócio está avaliado em cerca de US$ 111 bilhões.

Caso a aquisição seja concluída, a Paramount passará a controlar marcas da Warner, como CNN, HBO, Discovery e CBS, e o CEO da empresa, David Ellison - filho de Larry Ellison, cofundador da Oracle e uma das pessoas mais ricas do mundo -, passará a comandar um dos maiores conglomerados de mídia do planeta.

O negócio, no entanto, enfrenta resistência de parte da indústria cinematográfica e televisiva. Em abril, um grupo formado por mais de mil profissionais do setor, incluindo nomes como Joaquin Phoenix, Mark Ruffalo e Kristen Stewart, divulgou uma carta aberta para expressar sua "oposição inequívoca" à proposta de fusão.

"Essa transação consolidaria ainda mais um cenário midiático já concentrado, reduzindo a concorrência em um momento em que nossas indústrias - e o público que atendemos - menos podem se dar ao luxo disso", afirmaram os signatários em manifesto publicado no site da campanha "BlockTheMerger" ("Bloqueiem a Fusão", em tradução livre).

"O resultado será menos oportunidades para criadores, menos empregos em todo o ecossistema de produção, custos mais altos e menos opções para o público nos Estados Unidos e no mundo todo", escreveram.

Estadão
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