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Preocupações das autoridades do Fed com inflação aumentaram na reunião de junho, mostra ata

8 jul 2026 - 15h55
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A preocupação com a inflação alta ‌cresceu na reunião do banco central dos EUA no mês passado, quando as autoridades seguiram a orientação do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, e emitiram um comunicado de política monetária mais sucinto, mesmo em meio a preocupações de que os aumentos de preços estejam se generalizando e possam exigir aumentos nas taxas de juros.

Alguns participantes da reunião ⁠de 16 e 17 de junho viram motivos para aumentar os juros imediatamente.

Mas o ‌debate mais amplo parecia dividido de forma equilibrada, segundo a ata da sessão divulgada nesta quarta-feira, com "a maioria dos participantes" prevendo cenários em que a inflação cairia por ‌conta própria em direção à meta de 2% do ‌Fed, e "a maioria" também prevendo situações em que ela permaneceria alta. "Quase todos" desse ⁠grupo consideraram um aumento das taxas necessário caso isso ocorresse.

"Os participantes avaliaram, de modo geral, que as informações recebidas no período entre as reuniões sugeriam que os riscos de alta para a estabilidade de preços permaneciam elevados, enquanto os riscos de queda para alcançar o pleno emprego haviam moderado um pouco", afirma a ata.

No fim das contas, "todos os ‌participantes" apoiaram a manutenção dos juros.

Dado que a inflação está em cerca do dobro da ‌meta do Fed, "os membros concordaram ⁠que o comunicado ⁠pós-reunião transmitiria o compromisso do Comitê (Federal de Mercado Aberto) com o cumprimento de suas metas de duplo ⁠mandato e enfatizaria que o Comitê garantirá ‌a estabilidade de preços", afirma a ‌ata.

A reação do mercado foi moderada, com as ações praticamente inalteradas, os rendimentos dos títulos do Treasury reduzindo ligeiramente altas anteriores e os juros futuros mantendo as apostas de que o Fed elevará os juros até sua reunião de setembro.

O ⁠debate e a decisão sobre a política monetária constituíram apenas um aspecto da discussão na reunião inaugural de Warsh como presidente do Fed.

Os formuladores de política monetária também consideraram sua proposta de encerrar a "orientação prospectiva" e incluir menos comentários no comunicado sobre as próximas decisões de taxas.

"A maioria dos ‌participantes observou que via vantagens em encurtar o comunicado", diz a ata, enquanto "a maioria dos participantes" apoiou a remoção de trechos que indicavam que o próximo movimento de ⁠política monetária do Fed provavelmente seria um corte nas taxas.

O texto aprovado pelo Fed em junho removeu completamente as orientações sobre os juros, em consonância com o desejo geral de Warsh de evitar fazer promessas sobre decisões de taxas.

A ata também observou que Warsh descreveu seu plano de criar cinco grupos de trabalho para examinar como a política monetária é conduzida, mas não indica qualquer discussão a respeito.

O Fed manteve sua taxa básica de juros inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% na reunião de junho, embora novas projeções tenham revelado um apoio crescente a um provável aumento das taxas ainda este ano, com nove dos 18 formuladores de política monetária prevendo taxas ligeiramente mais altas até o final de 2026.

A reunião contou com a presença dos dois novos assessores especiais de Warsh, Paul Winfree e Daniel Heil.

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